Aljustrel: Dois estudantes, de 17 e 18 anos, julgados por agressão e roubo a comerciante.
Dois jovens estudantes de 17 e 18 anos, vão ser julgados no Tribunal de Ourique, por agressão e roubo, perpetrado contra um comerciante de 63 anos, proprietário do Café “A Varanda”, em Aljustrel.
Os dois jovens agrediram violentamente para concretizar os seus objetivos, estando acusados da co-autoria material de um crime de roubo.
Jorge Simão tinha encerrado o café havia poucos minutos, quando bateram à porta. Mal abriu, foi violentamente agredido na cabeça, por um dos indivíduos, enquanto o outro roubava a caixa da registadora contendo 23 euros.
O assalto ocorreu pouco à meia-noite de 16 de setembro de 2017, mas só uma semana depois de reunirem provas que incriminassem os suspeitos, tendo Rúben Pereira e Paulo Marques sido detidos pelos militares do Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento da GNR de Aljustrel.
Depois de diversas diligências, promovendo buscas domiciliárias e não domiciliárias, a Guarda apreendeu uma arma de fogo, 39 munições, três botijas de dióxido de carbono (CO2), dois telemóveis, uma caia de registadora, seis doses de haxixe e o carregador que terá servido como utensílio de agressão à vítima.
Reunidas as provas, os dois indivíduos, estudantes na Escola Secundária de Aljustrel, foram detidos pela prática de roubo e depois de presentes ao juiz do Tribunal de Beja, foi-lhes aplicada como medidas de coação a proibição de passar pelo local do crime ou falar com a vítima, contatarem entre eles e apresentações periódicas às autoridades.
“O Rúben (o mais novo) agrediu-me com o carregador de uma pistola de airsoft, enquanto o Paulo (o mais velho) roubou a caixa. Não me mataram por um triz. Conheço-os desde miúdos, não percebo esta atitude”, disse na altura a vítima ao Lidador Notícias (LN). “Coloquei uma toalha na cabeça, para parar a hemorragia e chamei a GNR, que foi muito lesta”, rematou.
Paulo Marques, o mais velho dos estudantes está ainda a ser julgado por um crime de ofensa à integridade física qualificada e outro de ameaça agravada. Dois dias do roubo ao comerciante, o arguido dirigiu-se a um assistente operacional da Escola Secundária de Aljustrel, e depois de lhe dar umas palmadas nas costas disse-lhe que “parto-te a cara por cada participação que fizeres contra mim”. Isto depois do funcionário ter comunicado ao órgão de gestão da escola que o jovem fumava no interior do estabelecimento, apesar de ser advertido para não o fazer.