Beja: Cadastrado refugiado na cidade detido na segunda-feira pela Polícia Judiciária.
Um indivíduo condenado por raptos e roubos no Brasil e que se encontrava refugiado em Beja, foi detido na noite de terça-feira, pela Polícia Judiciária do Porto.
Fugido da cadeia de Vale de Judeus, desde abril do corrente ano, o indivíduo escolheu Beja como local de refúgio, através de um amigo que conheceu na prisão e foi nesta cidade que os inspetores da Secção Regional de Combate ao Terrorismo e Banditismo da Diretoria do Norte da Polícia Judiciária o detiveram ao início da noite de terça-feira.
O suspeito está indiciado, com um capanga, de diversos assaltos à mão armada a bancos e ourivesarias no Grande Porto.
Eduardo Pereira, de alcunha o “Brasileiro”, tem 48 anos, nasceu em Angola, mas tem nacionalidade portuguesa, quando foi detido em Beja, tinha na sua posse uma arma de guerra, pronta a disparar, mas os inspetores conhecedores da sua “alta perigosidade”, não deram possibilidade de o homem reagir.
Na casa onde Eduardo Oliveira vivia desde a fuga da cadeia, a PJ encontrou planos para assaltar carrinhas de valores no Algarve. O cadastrado procurava já cúmplices na zona de Beja para executar os assaltos.
Eduardo Oliveira emigrou para o Brasil na década de 90, onde protagonizou pelo menos três raptos pelos quais “cobrou” 380 mil euros aos familiares das vítimas. Pelo primeiro crime foi condenado a oito anos de prisão e pelos outros dois, cometidos em 2004, apanhou 44 anos de prisão. O “Brasileiro” pediu para ser extraditado para Portugal, onde chegou em 2010, tendo a pena sido convertida em 24 anos, em Portugal o máximo é de 25 anos, e com um recurso para a Relação foi mesma reduzida para 15 anos.
No passado mês de abril, Eduardo Oliveira, tido como o líder do gang, beneficiou de uma saída precária para não mais se apresentar em Vale de Judeus, passado a fazer assaltos no Norte, nomeadamente em Carvalhido, Nogueira da Maia, Ermesinde e Porto, e regressar depois a Beja, onde a sua presença nunca foi notada.
Ouvido com o capanga no Tribunal do Porto, Eduardo Oliveira, fica em prisão preventiva, tendo recolhido ao Estabelecimento Prisional de Custóias, à ordem do processo pelo qual foi detido em Beja, relativos aos assaltos a banco e ourivesarias.
O evadido vai depois regressar a Vale de Judeus para cumprir o resto pena a que estava condenado antes da evasão, situação que lhe vai acarretar outro processo judicial.
Teixeira Correia
(jornalista)