Beja: Tribunal absolveu os pais e avó do bebé que morreu depois de mordido por pitbull.


E a “culpa” foi de Diniz Janeiro, que viria a falecer, ao ir para junto do cão, já que os pais e a avó foram absolvidos dos crimes que estavam acusados, o PitBull, antes “Zico “ e agora “Mandela”, contínua vivo e as contraordenações prescreveram.

BEJA- Vanessa Neves- Mãe bebé-Grande_800x800O Tribunal de Beja absolveu ontem os pais e avó de Dinis Janeiro, o bebé de 17 meses que morreu na se faleceu depois de ter sido atacado por um cão raça PitBull cruzado.

A decisão do tribunal de júri era esperada, depois do Procurador Ministério Público, António Marcante, ter pedido a absolvição dos arguidos, sustentado que “apesar da descrição da raça, o animal era dócil. A criança brincava com o cão antes do ataque”, concluiu.

João Pedro Janeiro, Vanessa Neves e Maria Antónia Janeiro, ouviram a juíza Ana Batista justificar que em tribunal “não ficou provado” qualquer caso de exposição ou abandono, crime pelo qual os três réus estavam acusados.

A magistrada sustentou que “não existiam anteriores registos de ameaças do cão ao bebé”, sustentando que os pais e a avó “não podiam prever que a criança saísse do quarto e fosse para junto do animal”, concluiu.

No final da leitura do acórdão e já no exterior do tribunal a mãe de Diniz foi parca em palavras justificando que “a minha revolta é não terem abatido aquele cão. Devem gostar mais de animais do que de crianças”, rematou.

Recorde-se que o ataque do cão ocorreu ao final do dia 6 de janeiro de 2013, num apartamento do Bairro Social, em Beja, quando o bebé, que se encontrava em casa dos avós, onde vivia com os pais.

Este foi o segundo caso no Tribunal de Beja, no espaço de doze dias, que a morte de duas pessoas, resulta na absolvição dos arguidos. O primeiro ocorreu no dia 2 de julho, quando Casimiro Martins, foi absolvido e libertado da prisão, do crime de homicídio do vizinho António Felizardo.

Teixeira Correia

(Jornalista)


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