Évora: Só um dos seis arguidos das detenções da UAF da GNR foi ouvido no Tribunal de Investigação Criminal.


Dos seis arguidos, onde se encontram três militares da GNR do distrito de Portalegre, só um civil foi ouvido ontem no Tribunal de Investigação Criminal (TIC). O tenente-coronel Jorge Ferrão só deverá ser ouvido hoje.

Ten. Cor. FERRÃO_800x800Só um dos seis indivíduos, três militares da GNR e três civis, detidos em Portalegre no âmbito de uma operação levada a cabo pela Unidade de Ação Fiscal (UAF) da GNR, a antiga Guarda Fiscal, e coordenada pelo Ministério Público de Évora, foi ontem ouvido no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) desta cidade.

Os seis detidos eram no TIC cerca das 14.30 horas e somente um civil foi ouvido durante a tarde, tendo regressado cerca das 21.00 horas para continuar a prestar declarações, tendo os restam cinco sido identificados, de modo a evitar que os prazos legais para prestaram declarações em primeiro interrogatório judicial fosse ultrapassado. Segundo apurou o Lidador Notícias (LN), os suspeitos do crime de corrupção, estão espalhados por vários posto da GNR do Comando Territorial de Évora, onde existem celas e para evitarem contatar entre si.

Na terça-feira, uma equipa da UAF comandante por um coronel, deteve três militares da GNR a prestarem serviço no Comando Territorial de Portalegre. O tenente-coronel Jorge Ferrão (na foto trajando à civil), do Apoio Logístico e dois guardas, um do Destacamento de Trânsito e outro do Depósito de Elvas da Unidade Fiscal.

Em causa estão crimes de corrupção em que os envolvidos terão facilitado informações e evitado que condutores fossem fiscalizados em operações rodoviárias, a troco de dinheiro.

O processo foi coordenado por magistrados do Departamento de Investigação e Ação Penal (DCIAP) de Évora, cujas primeiras investigações tiveram início há mais de um ano, mas que se mostraram inconclusivas, tendo levado ao abrandamento das mesmas. Posteriormente os suspeitos foram colocados sob escuta e foi possível perceber a teia criminosa.

Antes de ser colocado, segundo fonte da GNR “na prateleira em Portalegre”, o tenente-coronel Jorge Ferrão era o comandante da UAF em Évora, altura em que já existiam as denúncias sobre “comportamentos menos corretos”, disse a mesma fonte.

Os restantes cinco elementos, dois civis e os três militares, que não foram ouvidos na tarde de ontem, voltam hoje (quinta-feira)ao TIC para serem ouvidos, podendo ao fim do dia serem conhecidas as medidas de coação.

À saída do tribunal, Diogo Caeiro, advogado que representa o tenente-coronel Jorge Ferrão, disse aos jornalistas que “os fatos apontados ao meu cliente são extensos, sendo necessário um estudo atendo que não permitem uma pronúncia concreta”, justificou.

Na GNR o caso caiu como “uma bomba”, nomeadamente quem conhecia o oficial detido, mas alguns elementos na UAF a situação “não foi surpresa”.

O TIC fica junto cadeia de Évora que ficou celebre pela detenção de José Sócrates e o movimento de viaturas da GNR e dos jornalistas voltou a concitar as atenções da população e a “fazer mexer” os estabelecimentos de restaurante que “rejubilam” com casos mediáticos como estes.

Teixeira Correia

(jornalista)


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