Ferreira do Alentejo: Romenos acusados de violência doméstica, lenocínio e violação.


Dois cidadãos romenos vão ser julgados pelos crimes de violência doméstica, lenocínio agravado e violação. O caso ocorreu em Ferreira do Alentejo e foi perpetrado contra uma compatriota atraída pelo facebook.

O Ministério Público (MP) de Ferreira do Alentejo deduziu acusação contra dois cidadãos romenos, por crimes de índole sexual. G.A.I., de 28 anos, está acusado de um crime de violência doméstica, um de lenocínio agravado, dois de violação, um em co-autoria, enquanto que V.B, de 58 anos, um crime de violação em co-autoria.

O caso remonta a outubro de 2016, quando o arguido mais novo travou conhecimento através do facebook, com a sua compatriota R.B.D. e iniciaram uma relação amorosa. No mês seguinte, a convite do homem a mulher veio de autocarro da Roménia para Ferreira do Alentejo, onde passaram a viver maritalmente e a trabalhar juntos na agricultura.

Segundo despacho de acusação a que o JN teve acesso, R.B.D. recebia 30 euros por dia, mas o patrão fazia o pagamento ao homem o que originou que aquela ficasse economicamente dependente do companheiro. Para exercer ações repressivas sobre a mulher, o indivíduo reteve também os seus documentos

Para aumentar os proveitos financeiros G.A.I começou a explorar sexualmente a companheira, obrigando-a a prostituir-se, ameaçando-a de morte, caso não obedecesse às suas ordens.

Na casa do casal ou de amigos, o indivíduo passou a oferecer a mulher para a prática de relações sexuais a 20 euros. No caso que envolveu o outro arguido do processo, a “venda do sexo”, valeu 10 euros e dois maços de tabaco.

O caso chegou ao conhecimento da GNR, tendo depois o caso sido investigado pela Diretoria do Sul da Polícia Judiciária, tendo a mulher regressado à Roménia em maio de 2017.

Os arguidos vão ser julgados por um Tribunal Coletivo, arriscando uma pena de prisão superior a cinco anos, com o indivíduo mais novo a incorrer nas penas acessórias de proibição de contato com a vítima e de proibição de uso e porte de arma, pelo período de seis meses a cinco anos, e de obrigação de frequência de programas específicos de violência doméstica.

Teixeira Correia

(jornalista)


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