Montemor-o-Novo: Unidade de Ação Fiscal da GNR apreendeu 2,4 milhões de cigarros.


Operação de controle de bens em movimento na A6 (Lisboa-Badajoz) da Unidade de Ação Fiscal da GNR leva à apreensão de 2,4 milhões de cigarros, no valor de 540 mil euros, numa “fuga ao fisco” de 301 mil euros.

m-novo-apreensao-tabaco_800x800Uma inopinada operação de controlo de bens em circulação, “rendeu” ontem ao Destacamento de Évora da Unidade de Ação Fiscal (UAF) da GNR, 2,4 milhões de cigarros, acondicionados em maços, mas sem as devidas estampilhas fiscais.

A operação estava a realizar-se na A6, a via rodoviária que liga Lisboa a Espanha, junto ao nó de Montemor-o-Novo, quando foi intercetado um veículo de transporte de mercadorias com 120 mil de tabaco, da marca River, sem cumprir as legalidades formais e fiscais.

De acordo com o chefe das Relações Públicas da UAF, tenente-coronel Paulo Messias, “não existe qualquer ligação com a apreensão da passada semana”, acrescentando que “não há ainda dados sobre a procedência e o destino” do tabaco apreendido, sustentou.

O oficial referiu no entanto, que “existem nos maços” referências a um grupo chinês e legendas em inglês, pelo que se supõe que o tabaco “chegou da China, tendo como destino a Inglaterra”, concluiu.

De acordo com a UAF os cigarros terão um valor de 540 mil euros, pressupondo uma “fuga ao fisco” de cerca de 301 mil euros, face à introdução fraudulenta no mercado de consumo.

O condutor de 51 anos, de origem portuguesa, foi constituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência (TIR). A viatura, também ela de matrícula portuguesa, ficou apreendida juntamente como o tabaco.

Na passada terça-feira, a GNR de Évora, desmantelou uma fábrica artesanal de tabaco ilegal, que funcionava no anexo de uma habitação naquela cidade, tendo apreendido tabaco, cigarros e equipamento de fabricação, no valor de dois mil euros.

O proprietário da casa, de 37 anos, era o responsável pela gestão do negócio, onde três mulheres manufacturavam o tabaco, que era empacotado em maços feitos numa papelaria de Évora. Cada maço, de marca branca, tinha um custo entre os 1,5 e os 2 euros.

Teixeira Correia

(jornalista)


Share This Post On
468x60.jpg