TECNOCRÓNICA (Opinião de Ademar Dias): estudos, estatísticas, e outras novidades.




Um estudo da Universidade de Cardiff, no País de Gales, analisou os efeitos que a utilização de dispositivos eletrónicos com ecrã tem sobre a duração e a qualidade do sono nas crianças.

Ademar Dias peq._800x800Em jeito de conclusão, Ben Carter, da Faculdade de Medicina desta universidade, acredita que existe uma relação nociva entre a utilização de tablets e telemóveis antes de dormir e a qualidade e a duração do sono.

O investigador realça o papel fundamental que uma boa noite de sono tem ao nível do correto e saudável desenvolvimento das crianças e chama a atenção para o fato de sonos irregulares poderem estar na origem de diversos problemas de saúde, tanto ao nível psicológico como físico.

O estudo mostra que 72% das crianças e 89% dos adolescentes hoje dormem na mesma divisão que pelo menos um dispositivo e que os utilizam mesmo antes de se deitarem.

O investigado afirma que esta prática pode impactar negativamente o sono, estimulando o cérebro, instigando o estado de alerta do indivíduo ou mesmo interrompendo o descanso.

Quer a curto ou a longo prazo, a perturbação do sono pode originar obesidade, enfraquecimento do sistema imunitário, má nutrição, comportamento apático e atrofia do crescimento.

Ben Carter destaca ser necessário um esforço concertado entre pais, professores e profissionais da saúde para que esta situação possa ser enfrentada da melhor forma.

Segundo dados de outubro da Statcounter, cerca de 51,3% da utilização total da internet em todo o mundo já é feita através de smartphones, tratando-se da primeira vez que os dispositivos móveis superaram os computadores (desktops e portáteis) no que toca ao consumo de internet.

O CEO do grupo, Aodhan Cullen, afirma que estes dados devem alertar os pequenos negócios para a importância de criarem sites web adaptáveis a ecrãs de dispositivos móveis, chamados “sites responsivos” e sublinha que o algoritmo de pesquisa do Google nos smartphones e tablets dá prioridade a estes portais sobre aqueles que não se conseguem moldar aos vários tipos de ecrãs.

Apesar desta tendência ser mundial, em mercados como o norte-americano e o britânico os desktops ainda continuam a reinar. O mesmo se verifica, por exemplo, na Irlanda e na Austrália.

Em Portugal, os dados mostram que 82,33% da navegação na internet é feita através de computadores.

Destacando o universo nacional, um estudo da consultora Marsh revelou que os ataques cibernéticos atingiram 25% das empresas portuguesas no último ano, considerando que apenas 31% das empresas em Portugal revela ter conhecimento completo sobre este tipo de riscos.

Segundo o estudo, intitulado “Continental European Cyber Risk Survey: 2016 Report”, 25% das empresas em Portugal inquiridas nesta análise estudo admitiram ter sido alvo de um ataque cibernético nos últimos 12 meses, e 38% identifica o risco cibernético como o principal dos seus riscos corporativos.

Apesar de 53% destas empresas terem identificado que um cenário de perda cibernética pode afetá-las diretamente, 55% diz não ter estimado o impacto financeiro no caso de um ataque cibernético, indica a análise da empresa, especializada em corretagem de seguros e em consultoria de riscos.

Quando questionadas sobre qual a maior ameaça, no caso de uma perda cibernética, 60% das empresas em Portugal destaca a “interrupção do negócio”.

Relativamente ao tipo de ameaças, as empresas inquiridas destacam três: ‘hackers’ (33%), erros operacionais (27%) e ameaça interna (18%).

Ainda segundo análise da consultora, 52% das empresas portuguesas não estabeleceu um plano de acesso a um fundo de financiamento adequado, sendo que apenas 14% admitiu já ter subscrito um seguro de cibercrime.

A análise concluiu também que 76% das empresas nacionais identifica o departamento de tecnologia de informação (IT) como responsável pela revisão e gestão dos riscos cibernéticos.

Está para breve a chegada das vídeo chamadas ao WhatsApp. A funcionalidade já está mesmo disponível para alguns utilizadores o que indica que a aplicação de chamadas está a ultimar a fase de testes.

Outro sinal de iminência do lançamento está na presença da funcionalidade na última versão beta do WhatsApp, nomeadamente a 2.16.318. Quem instalar esta versão pode começar a realizar vídeo chamadas de imediato, isto desde que o destinatário também tenha instalada a esta versão.

Considerando que o WhatsApp tem mais de mil milhões de utilizadores é praticamente garantido que a funcionalidade vai servir para alguns grupos, ainda que para a utilizar seja necessária uma ligação à internet sem recorrer a dados móveis.

Não é novidade que a Sony está a trabalhar num sistema de inteligência artificial com o propósito de criar música a partir de canções já existentes.

O sistema, denominado Flow Machines, vai poder acelerar o processo criativo e ser aplicado em áreas como a produção em vídeo e a publicidade.

O funcionamento é simples: partindo de uma lista de mais de dez mil canções, o Flow Machines analisa as propriedades de cada canção selecionada, como o ritmo ou a harmonia, e gera uma nova canção com essas características.

Pelo menos duas canções foram já feitas e mostradas ao público como exemplo daquilo que a Flow Machines consegue fazer. Uma delas é “Daddy’s Car”, uma canção ao estilo dos Beatles (https://www.youtube.com/watch?v=LSHZ_b05W7o), e a outra é “The Ballad of Mr Shadow”, ao jeito de George Gershwin e Cole Porter (https://www.youtube.com/watch?v=lcGYEXJqun8).

No cinema, destacamos como estreia da semana o filme “The Accountant – Acerto de Contas”.

Nesta película que mistura os géneros de ação e drama é Ben Affleck que surge como protagonista, num elenco que conta ainda com nomes como Anna Kendrick e J.K. Simmons, dirigidos pelo realizador Gavin O’Connor.

Christian Wolff (Ben Affleck) é um génio matemático com mais jeito para lidar com números do que pessoas. Por detrás da sua faceta como revisor de contas numa pequena cidade, ele trabalha como contabilista freelancer para algumas das mais perigosas organizações criminosas. Assim que a Divisão Criminal do Departamento do Tesouro, dirigida por Ray King (J.K Simmons), o começa a investigar, Christian decide aceitar um cliente legítimo: uma empresa de robótica onde uma contabilista, Clerk (Anna Kendrick), descobriu uma discrepância de valores envolvendo milhões de dólares. Mas à medida que Christian encontra novas pistas nos livros e chega mais perto da verdade, o número de mortes começa a aumentar.

Espreite o trailer em https://www.youtube.com/watch?v=3_gOwGIVu3w


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