Artigo publicado na edição de hoje do Jornal de Notícias, na página sobre a Volta a Portugal.
Existe quem apelide a Volta a Portugal em Bicicleta como “Grandíssima”, mas muitos, certamente, sem saber verdadeiramente o porquê desse apelido ou alcunha.
Para lá chegarmos, temos que recuar à década dos anos 90, quando a Sport Notícias, empresa do JN, trouxe à prova muitas equipas italianas (a equipa italiana ANDRONI GIOCATOLLI com o diretor -desportivo Giani Savio), que entre 96 e 98 dominaram a corrida.
Na altura existiram empresas sedeadas no Norte, que contrataram equipas para correr com os seus nomes, cito os exemplos, das Malhas AL (António Lemos) e a W52/ Quintanilha (Adriano de Sousa).
Recordem-se os triunfos transalpinos de Maximiliano Lelli (96) e Marco Serpellini (98) e o segundo e terceiro lugar de Wladimir Belli (97 e 98).
Nessa altura a corrida atingia as duas semanas e atravessava Portugal de lés-a-lés, com a tradicional “frigideira” alentejana.
Os italianos pouco habituados à forma de correr das equipas lusas e ao tremendo calor que se sentia, diziam: “que corrida grandíssima”.
Foi esse o mote que originou a alcunha da “Grandíssima”. Para mim, a Volta é e será sempre a “PORTUGUESA”.
Teixeira Correia
(jornalista)


