Governo e autarquia coordenam resposta a populações ciganas afetadas pela pandemia. Bairro das Pedreiras, em Beja, sem casos positivos, revela autarquia.
De acordo com a revelação do site ODigital, diversas estruturas governamentais, que inclui o Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional Jorge Seguro Sanches, coordenador da execução das medidas de combate à pandemia da COVID-19 para o Alentejo, estão a desenvolver um conjunto de medidas de apoio às populações ciganas, em articulação com a Câmara Municipal de Beja e também a de Moura.
ODigital acrescenta que com vista à prevenção, foram também tomadas medidas no Bairro das Pedreiras (foto após a sua construção), no concelho de Beja, cuja autarquia havia já promovido em março uma limpeza profunda em colaboração com a população cigana. Durante a próxima semana, vai realizar-se nova ação de desinfeção do bairro, com a colaboração da União de Freguesias de Salvador e Santa Maria da Feira.
Contatado pelo Lidador Notícias (LN), o presidente da autarquia, Paulo Arsénio, confirmou a notícia de ODigital, acrescentando que na passada sexta-feira, acompanhado da vereadora, Marisa Saturnino visitaram o bairro e explicaram às pessoas as regras de segurança. O autarca garantiu ao LN que “não há qualquer caso positivo”, justificando que que não sendo uma comunidade “estática, estão nos dois bairros, entre 700 a 800 pessoas”, concluiu.
Paulo Arsénio revelou que a Câmara Municipal de Beja vai colocar, assim que possível, “um contentor de água no bairro novo, que só tem uma bica, colocada já no nosso mandato, por forma a que durante a fase mais crítica possa a comunidade ter mais água disponível do que unicamente essa da bica nova”, rematou.
Quando confrontado com a existência de Covid-19 nas Pedreiras assegurou que “até ao momento ainda não há”, relembrando que o foco de Moura “foi importado de Espanha”, justificando que “o contacto forte entre comunidades era sobretudo nos mercados quinzenais, e o último em Beja realizou-se no dia 14 e março. Pode ter havido aqui uma barreira de proteção temporária”, concluiu..
Trata de um dos maiores aglomerados de comunicada cigana do Alentejo, divido em casas de alvenaria e barracas. Foi construído em 2005 pela Câmara Municipal que investiu 1,25 milhões de euros, foi projetado para receber 250 pessoas.
Teixeira Correia
(jornalista)


