Estão a realizar-se até domingo, em Beja, as provas do Campeonato do Mundo de Agility de cães sem raça definida (IMCA) e para pessoas com deficiência (PAWC), onde participam 183 binómios em representação de 13 países. Esta é a primeira vez, em 26 edições das competições, que estas se realizam em Portugal.
Mas além dos participantes, mais de 300 acompanhantes “invadiram” a cidade desde segunda-feira, tendo ocupado na totalidade um dos hotéis da cidade, unidades de que forma excecional permitem que os animais possam acompanhar os donos.
Mas a organização teve que “inventar” um estacionamento para autocaravanas e rolotes num dos Pavilhões do Parque de Feiras e Exposições Manuel Castro e Brito onde decorrem as competições. A organização a cargo do Clube Cinófilo do Alentejo (CCA), alugou dois contentores para banhos e wc, um dos quais destinado a pessoas com deficiência.
O “alma-mater” dos Campeonatos do Mundo de Agility IMCA e PAWC, é Ezequiel Sousa o homem que ensinou o ator Albano Jerónimo a conviver com cães para a interpretação do seu papel no filme “Restos de Vento”.
“Cerca de meio milhar de pessoas está durante esta semana em Beja. E não temos mais porque infelizmente ficamos num canto da Europa. A maior comitiva é de Inglaterra que viajou de autocarro”, justificou o organizador.
Ezequiel Sousa reforça a importância que “foi trazer para Portugal e para Beja uma competição que junta pessoas e cães tão diferentes, mas tão iguais, em que todos aceitam todos”, resumiu.
Um dos momentos marcantes aconteceu na manhã desta quinta-feira “quando os utentes da Cercibeja e co Centro de Paralisia Cerebral assistiram as competições de pessoas com deficiência a conduzirem os cães”, destacou.
As provas decorrem no Pavilhão Multiusos do Parque de Feiras e Exposições e o dia de ontem foi dedicado às provas por equipas, sendo que hoje começam as individuais, e para Ezequiel Sousa há um grande senão: “infelizmente as pessoas de Beja não têm marcado presença. É o facto que mais entristece. É a velha lenga-lenga, se faz é porque se faz, se não se faz é porque não se faz”, rematou.
Teixeira Correia
(jornalista)