O Ministério Público (MP) deduziu acusação contra dois cidadãos brasileiros, de 40 e 44 anos, por assaltos a várias agências bancárias em várias localidades do país, que renderam cerca de 548 euros, entre eles estão os ocorridos em Castro Verde e Cabeça Gorda.
A Procuradoria-Geral Regional de Évora (PGRE), revelou em comunicado que o MP deduziu acusação contra os dois homens pela autoria de sete crimes de roubo à mão armada, 10 de sequestro, 32 de falsificação de documentos e um de branqueamento.
No dia 18 de setembro de 2024, dois homens armados assaltaram a dependência do Santander em Castro Verde, no distrito de Beja, esta quarta-feira. Terão levado entre 80 a 100 mil euros.
A 24 de outubro do ano passado, dois homens armados roubaram a dependência bancária da Caixa Agrícola, em Cabeça Gorda, Beja. O duo bateu à porta do banco e, depois de forçar a entrada, sequestrou o funcionário enquanto assaltava o espaço.
Os dois arguidos são possuidores de vasto cadastro, tendo um deles sido condenado em 2012 a 12 anos de prisão e posteriormente em 2019 a 17 anos e 11 anos pelos mesmos crimes. Ou outro tinha sido condenado a 12 anos e 6 meses pelo homicídio de um cidadão irlandês no Algarve.
Sem qualquer ligação ao nosso país, os dois indivíduos vinham a Portugal para cometer os roubos, durante o horário de funcionamento das agências bancárias, onde entravam exibiam armas, ameaçando funcionários e clientes, obrigando-os a entregar o dinheiro.
Segundo o MP, “os assaltos renderam aos arguidos cerca de 548 mil euros”, lembrando que quando foram detidos, na sequência do assalto em Lourinhã, tinham na sua posse cerca de 61 mil euros em numerário, provenientes do último assalto em 7 de abril de 2025”.
O Ministério Público pede na acusação que os dois arguidos paguem ao Estado a quantia de 486 mil euros, o diferencial entre o valor furtado e o que foi recuperado no roubo da Lourinhã.
Teixeira Correia
(jornalista)


