Terça-feira, Maio 5, 2026

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Justiça: Quatro indivíduos começaram a ser julgados no Tribunal de Beja por furto de 1200 quilos de fio de cobre.

Quatro indivíduos, com idades entre os 28 e os 49 anos, três dos quais em prisão preventiva, começaram esta segunda-feira a ser julgados no Tribunal de Beja, por furto de cobre, estando acusados de um furto qualificado e três de dano, dois qualificados e um simples.

Os três arguidos que estão presos foram detidos e flagrante delito na noite de 30 de maio do ano passado, depois de um furto de cobre de postes de comunicações de uma operadora nacional, numa propriedade em Grandaços, a poucos quilómetros da vila de Ourique.

Os indivíduos, residentes na Margem Sul do Tejo, foram detidos por militares do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Aljustrel do Comando Territorial de Beja da GNR, depois de terem carregado um furgão, que viria a ser apreendido, tendo no seu interior 1.200 quilos de fio de cobre, avaliados em cerca de 5 500 euros.

No interior do veículo foram ainda apreendidos um machado, uma tesoura de corte, um par de estribos para escalar postes de madeira, diversas lâminas de corte, duas mochilas, um telemóvel e 41,06 euros em numerário. Durante a investigação foi acusado um quarto indivíduo, proprietário da viatura usada no furto e que responderam pelos mesmos crimes e está em liberdade.

Na acusação é imputado um anterior furto na mesma zona ocorrido uma semana antes, mas, durante a sessão matinal do julgamento dois dos arguidos negaram a participação num anterior furto ocorrido uma semana antes na mesma zona, descartando responsabilidades do delito em que foram detidos, “comprometendo” o terceiro arguido, que se remeteu ao silêncio.

O militar do NIC responsável pela investigação esclareceu que este individuo viria a ser detido, após a abordagem à carrinha, no interior desta, escondido no meio dos cabos furtados.

Na acusação consta ainda que os arguidos, para levar a cabo os furtos, destruíram cerca de 1.500 metros de uma vedação em rede da propriedade onde estavam localizados os postes de telecomunicações, situação que não foi devidamente esclarecida pela investigação.

Segundo a GNR os indivíduos fariam deste tipo de furtos “o modo de vida”, sustentando a tese através de faturas emitidas pelos sucateiros a quem vendiam o cobre furtado.

Teixeira Correia

(jornalista)

 

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