A vereadora (vice-presidente) Liliana Cabecinha, com mandato suspenso no Executivo do Município de Beja, pediu a renuncia ao mandato como presidente do Conselho de Administração da EMAS.
Segundo apurou o Lidador Notícias (LN) junto de fonte próxima da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (EMAS) de Beja, a vereadora (vice-presidente) Liliana Cabecinha apresentou ao presidente do Executivo do Município de Beja, Nuno Palma Ferro, a exoneração do cargo de presidente do Conselho de Administração da EMAS.
Decorrente da sua eleição pela Coligação PSD/ CDS e IL, denominada “Beja Consegue”, Liliana Cabecinha, foi nomeada vice-presidente e de acordo com os estatutos da EMAS, foi indigitada presidente desta empresa, cargo que só pode ser exercido pelo presidente ou o vice-presidente da câmara.
O LN apurou que no documento enviado ao presidente da autarquia, a vereadora justificou que como o que sucedeu com a suspensão de funções no município por 122 dias, que terminarão a 12 de janeiro de 2027, “também neste caso se aplicam motivos de ordem pessoal e política que condicionam o desempenho de funções”.
Na reunião do Executivo Municipal realizada na passada quarta-feira, dua 23 de setembro, a uma pergunta da Oposição, o presidente Nuno Palma Ferro, referiu que a vereadora Liliana Cabecinha, “apesar da suspensão do mandato continuava a ser a presidente do Conselho de Administração da EMAS”.
Recorde-se no passado 16 de setembro de 2026, teve lugar, no Salão Nobre dos Paços do Concelho do Município de Beja, a cerimónia de tomada de posse de João Brás da Silva como vereador, em substituição da vereadora Liliana Cabecinha e que em edital datado do dia seguinte foi nomeado vice-presidente.
O Lidador Notícias solicitou ao Município de Beja a confirmação se o pedido de exoneração da vice-presidente Liliana Cabecinha, foi aceite, mas, até à publicação desta notícia não foi obtida resposta.
Teixeira Correia
(jornalista)



