Sexta-feira, Outubro 2, 2026

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Tecnocrónica: muita, muita, mesmo muita IA

Documentos partilhados em junho pela Anthropic e agora analisados pela Reuters revelam dúvidas em relação ao caminho que a empresa de Inteligência Artificial (IA) tem diante de si.

Ademar Dias

Jornalista

Rádio Horizonte Algarve/ Tavira

Os documentos servem também como aviso sobre o risco inerente ao desenvolvimento de modelos cada vez mais avançados.

De acordo com a Anthropic, a Inteligência Artificial avançada pode colocar “riscos catastróficos e existenciais à humanidade”.

No mesmo sentido, o próximo motor de Inteligência Artificial do ChatGPT – o Astra 6.1 – teve o lançamento adiado por exibir “níveis elevados de dissimulação” e de não ter cumprido os requisitos mínimos no que diz respeito ao alinhamento com a intenção humana.

Um inquérito conduzido pela Public First, que envolveu mais de 4000 jovens entre os 11 e os 24 anos, em Inglaterra, concluiu que quase metade dos inquiridos confia mais numa ferramenta de IA do que numa pessoa para verificar a veracidade de uma informação. Os dados mostram ainda que os rapazes apresentam uma propensão ainda maior para confiar na IA em detrimento de um ser humano nesta tarefa.

O inquérito sublinha uma desconexão crescente entre a forma como os jovens já utilizam a IA no seu quotidiano e a forma como o sistema educativo continua a lidar com esta tecnologia.

O relatório alerta ainda que os alunos podem deixar de encarar a escola como “uma utilização legítima do seu tempo” caso o sistema de ensino continue a desvalorizar o papel da IA.

Em Portugal e Espanha, cerca de quatro em cada dez profissionais dizem que o uso da Inteligência Artificial já contribuiu para aumentar a sua remuneração, pelo menos parcialmente.

Os dados fazem parte do estudo “State of European AI Builders 2026”, da Shakers, e revelam que entre os profissionais que viram os rendimentos aumentar nos últimos 12 meses, a diferença é particularmente significativa entre trabalhadores independentes e empregados por conta de outrem. Os freelancers registaram, em média, um aumento de 25% nos honorários, contra 9% nos salários dos trabalhadores por conta de outrem.

A capacidade para transformar os ganhos de produtividade proporcionados pela IA em rendimento também é maior entre os independentes. Sete em cada dez profissionais dizem conseguir fazê-lo, seja através de um aumento direto da remuneração ou de honorários mais elevados.

Os trabalhadores portugueses acreditam que é importante desenvolver competências humanas distintivas face à IA.

Num comunicado, a Cegoc apresentou os resultados nacionais da edição de 2026 do estudo internacional ‘Transformations, Skills and Learning’, do grupo Cegos, no qual concluiu que “os colaboradores em Portugal são os mais convictos de que o principal valor diferenciador da formação até 2035 residirá no desenvolvimento das competências humanas”, com 32% em Portugal face aos 23% na média dos 11 países/regiões.

Segundo o estudo, 31% dos colaboradores inquiridos receiam que o seu emprego desapareça (26% em Portugal) e 74% esperam mudanças na natureza do seu trabalho (73% em Portugal).

Apenas “23% dos colaboradores em Portugal tiveram formação em IA Generativa nos últimos 12 meses, o valor mais baixo do estudo (na globalidade é de 50%)”.

No cinema, destaque para a estreia da comédia/drama “Digger”.

Quanto à sinopse… Tom Cruise é Digger. O homem mais poderoso do planeta que, depois de provocar uma catástrofe à escala mundial, se lança numa tentativa desesperada de reparar o mal causado e reconquistar o estatuto de herói.

Com a marca visual arrebatadora de Alejandro G. Iñárritu, o realizador, o filme promete cruzar o drama de grande escala com uma profunda interrogação moral, numa história carregada de tensão do princípio ao fim.

Trailer em https://www.youtube.com/watch?v=XdYO_Y32ZYE

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