No passado dia 2 de outubro, os agricultores do concelho de Serpa mostraram ao país a sua união. Editou um vídeo de um minuto, onde em sete itens explica o porquê de “manter o território vivo”.
A LÃ: Fala-se tanto de sustentabilidade e deitamos a lã fora. “Natural, renovável e biodegradável. Um recurso que estamos a desperdiçar”.
O VALOR DA PRODUÇÃO: O cereal vale cêntimos e o pão custa euros. “E o trabalho de quem semeia, arrisca e colhe, quanto vale ?”.
O MONTADO: O montado protege o que é de todos, mas quem protege quem o mantém?: “biodiversidade, solo, água e carbono. Serviços que beneficiam toda a sociedade”.
PRODUÇÃO BIOLÓGICA: Biológico na produção. Convencional no preço. “Mais exigências para produzir. Nem sempre mais valor para quem produz”.
COESÃO TERRITORIAL: Sem agricultores, o interior perde vida. “Não produzimos apenas alimentos. Sustentamos emprego, famílias e comunidades”.
ÁGUA: A água é de todos: Mas não chega a todos. “O sequeiro enfrenta a seca. Não pode enfrentar também o esquecimento”.
TAXA DE CARBONO: A agricultura também sequestra carbono. Mas paga taxa de carbono. “No gasóleo agrícola, até quem protege o ambiente suporta este custo”.
A APROSERPA, renova um dos seus lemas de luta em defesa das suas reivindicações: “Sem agricultores, o interior perde vida”.
Teixeira Correia
(jornalista)


