Quinta-feira, Outubro 15, 2026

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Escola de pilotos em Tancos: Opção do Governo configura forte desconsideração pelo Baixo Alentejo.

Em comunicado a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL) manifesta publicamente o seu desagrado e oposição à decisão do Governo, anunciada no dia 14 de outubro, que aponta para a instalação de uma escola de pilotos no aeródromo de Tancos, no distrito de Santarém, num investimento global estimado em 500 milhões de euros.

A medida enquadra-se no processo de privatização da TAP, que passará a ter 49,9% do capital na posse da companhia alemã Lufthansa.

Para os Municípios do distrito de Beja, a opção do Governo configura mais uma forte desconsideração pelo Baixo Alentejo e, evidentemente, mais um contributo para desvalorizar estrategicamente e de forma clara o aeroporto de Beja.

Em comparação com Tancos, as vantagens de Beja são óbvias, mas nem isso mobilizou o Governo para apostar na região. Desde logo, Tancos é um aeródromo exclusivamente militar, enquanto Beja conjuga utilização militar e civil. Além disso, o aeródromo de Tancos necessita de requalificação e adaptação para novos usos, incluindo a utilização civil, enquanto Beja tem um aeroporto estruturado e em operação, que não carece de investimento.

Por outro lado, curiosamente, desde a presença de tropas alemãs na Base Aérea, Beja tem experiência histórica de formação e treino de pilotos militares e o aeroporto pode ser utilizado, não apenas para manutenção e estacionamento de aeronaves, mas também para treino operacional de voos de formação para novos pilotos de aviação comercial, o que já sucedeu em vários momentos.

Apesar desta inequívoca realidade no aeroporto de Beja, que é uma base operacional consolidada, infraestruturada e que pode ser aproveitada com carácter imediato, o Governo escolhe uma estratégia alternativa e, mais uma vez, volta a deixar o Baixo Alentejo para trás.

Para a CIMBAL, legítima representante de 13 Municípios do distrito de Beja, este momento de privatização parcial da TAP era uma extraordinária oportunidade para valorizar estrategicamente o aeroporto de Beja, a capital do Baixo Alentejo e toda a região.

Erradamente, essa não foi a opção do Governo. Como é óbvio, os Municípios do Baixo Alentejo, legítimos representantes da população, não podem deixar de transmitir publicamente o seu completo desapontamento e protesto público com a decisão agora anunciada pelo Senhor Primeiro-Ministro.

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