O investimento em IA – inteligência artificial – vai atingir este ano 1,7% da receita anual das empresas, o dobro de 2025, e 72% dos CEO assumem ser os responsáveis pelas decisões sobre a tecnologia.
Jornalista
Rádio Horizonte Algarve/ Tavira
De acordo com o “BCG AI Radar 2026”, da Boston Consulting Group (BCG), as empresas deverão duplicar o investimento em IA, uma evolução de 0,8% da receita anual em 2025 para 1,7% este ano.
Segundo o relatório, “as instituições financeiras e as empresas tecnológicas são as que mais investem em IA, alocando, em média, cerca de 2% das suas receitas”, inversamente ao que acontece a setores como a indústria e o imobiliário, que “revelam níveis de investimento mais moderados, na ordem dos 0,8%”.
Assiste-se também a uma mudança clara “na liderança digital”, com 72% dos CEO a afirmarem ser os principais responsáveis pelas decisões sobre IA, “o dobro em relação ao ano anterior”.
A Gartner considera que até 2028, mais de 50% das empresas vão usar plataformas de segurança para IA, concebidas para proteger os serviços que recorrem a esta tecnologia, assim como as aplicações desenvolvidas internamente.
Os especialistas preveem que, até 2030, 33% do trabalho da área de TI será dedicado a preparar e proteger os dados usados pela IA, com o objetivo de garantir a sua segurança.
As previsões apontam também que, até 2027, 75% das empresas podem ser multadas em mais de 5% da sua receita global por não automatizarem o cumprimento das regras de IA.
Além disso, até 2027, prevê-se que cerca de 30% das organizações exijam um maior controlo sobre onde estão os seus dados e como são protegidos na Cloud.
Os analistas indicam ainda que, até 2028, 70% dos responsáveis de segurança das empresas vão apostar em ferramentas mais avançadas para gerir identidades digitais e reduzir riscos de ataques.
Um novo estudo publicado por investigadores do Instituto Superior Técnico conclui que, apesar da proliferação global da tecnologia, a “fatia” da eletricidade consumida pela computação parou de crescer.
No estudo, publicado na revista científica iScience, os investigadores atribuem a estabilização ao aumento massivo da eficiência dos computadores, isto é, da quantidade de eletricidade necessária para realizar cada cálculo.
A equipa de investigadores avaliou o consumo de eletricidade da computação entre 1975 a 2022, apontando que estabilizou em 1,8% do total do consumo de eletricidade desde 2018.
Embora o consumo total de eletricidade tenha aumentado significativamente ao longo das últimas décadas, este crescimento foi largamente compensado por ganhos de eficiência.
O estudo detalha que enquanto o consumo de eletricidade aumentou cerca de 10.000 vezes, a quantidade de informação processada cresceu cerca de 100 mil milhões de vezes e a eficiência dos sistemas cerca de 10 milhões de vezes.
O mercado mundial de bens tecnológicos de consumo cresceu em valor 5% em 2025, referiu o diretor-geral da GfK, que estima que este ano o crescimento seja de 0,4%, com um horizonte bastante incerto.
António Salvador disse que “no ano passado o mercado mundial de bens tecnológicos de consumo cresceu em dólares […] 5%, portanto cresceu mais do que estávamos à espera”.
“Cifra-se hoje em 857 mil milhões de dólares, é o nível mais alto em vários anos, apesar de uma desaceleração no volume”, prosseguiu o diretor-geral.
E no cinema, “Eles Matam-te” (“They Will Kill You” no título original) é o filme que agora chega às salas que destacamos.
O filme entrega uma comédia de terror e ação intensa, encharcada de sangue e adrenalina, na qual uma jovem mulher tem de sobreviver a uma noite no Hotel Virgil, o misterioso e distorcido covil de um culto demoníaco, transformado numa verdadeira armadilha mortal.
Zazie Beetz é a protagonista e no elenco encontramos ainda os nomes de Myha’La, Paterson Joseph, Tom Felton, Heather Graham e Patricia Arquette.
O realizador é Kirill Sokolov.
Trailer em https://www.youtube.com/watch?v=sDzjTGOCSMQ



