Sexta-feira, Fevereiro 13, 2026

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(Última hora) “Operação Espelho 2”: Coletivo de Juízes liberta cidadão indiano que estava em preventiva há mais de dois anos.

O coletivo de Juízes do Tribunal de Beja libertou esta quarta-feira, Pardeep Sinhg Sandha, cidadão natural da Índia, de 45 anos, um dos oito arguidos em prisão preventiva, de um total de vinte e dois, envolvidos no processo “Operação Espelho 2”, que hoje teve o dia dedicado às alegações finais do Ministério Público e dos advogados de defesa.

Os restantes sete arguidos continuam em prisão preventiva aguardando a leitura do acórdão que ficou marcado para o próximo dia 13 de março, às 14h00, no Tribunal de Beja.

Pardeep Sinhg Sandha, estava preso há 26 meses e 21 dias no Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), depois da operação levada a cabo pela Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária (PJ) nos concelhos de Cuba, Ferreira do Alentejo e Beja, em que resultou a constituição e acusação de 35 arguidos, 22 pessoas e 13 empresas.

O coletivo de juízes validou o pedido feito na manhã desta quarta-feira, pela Procuradora do Ministério Público (MP) de Beja, Jacqueline Mendes, nas alegações finais que considerou que a prova feita contra o arguido não era suficiente para o mesmo manter o estatuto coação mais gravoso, pedindo que passasse para termo de identidade e residência.

O empresário agrícola, com residência na região e um título de residência válido, chegou a julgamento acusado de 23 crimes: 1 de associação criminosa, 19 de tráfico de pessoas, 1 de auxílio à imigração ilegal, 1 de associação de auxílio à imigração ilegal e 1 de branqueamento de capitais.

Recorde-se que da mesma ação da PJ, já foi julgado outro processo, denominado “Operação Espelho 1”, e que no passado dia 15 de janeiro, teve a leitura do acórdão por um coletivo de juízes do Tribunal de Beja, que condenou nove arguidos a penas de prisão entre os 2 anos e os 9 anos e 6 meses de prisão, duas das quais suspensas.

Teixeira Correia

(jornalista)

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