Força Aérea: MP deduziu acusação contra os 86 arguidos da Operação Zeus.


O Ministério Público deduziu acusação contra os 86 arguidos, na Operação Zeus, suspeitos de corrupção nas Messes da Força Aérea. Treze militares, alguns de altas patentes, vão continuar em prisão preventiva, outros 5 em prisão domiciliária.

Segundo a PJ, os suspeitos estavam envolvidos num esquema de sobrefaturação de bens e matérias-primas para a confeção de refeições nas messes da Força Aérea.

Na primeira fase da Operação Zeus, em novembro de 2016, foram detidos cinco homens por corrupção ativa e passiva para ato ilícito e falsificação de documentos, num “esquema fraudulento que poderá ter lesado o Estado em cerca de dez milhões de euros”.

Estas buscas decorreram no dia 3 de novembro de 2016 e segundo uma nota à comunicação social emitida nesse dia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) informava que no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público, em investigação no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, estavam em curso mais de 80 buscas domiciliárias e 25 buscas não domiciliárias, designadamente em equipamentos militares localizados na Grande Lisboa, em Beja e em Leiria.

A Polícia Judiciária realizou buscas nas bases aéreas e instalações da Força Aérea devido a suspeitas de corrupção nas messes que envolvem oficiais. Já haverá diversos detidos. O Lidador Notícias esteve no terreno (foto da PJ a entrar na BA11).

Numa segunda fase, em julho passado, participaram 130 elementos da PJ e 10 procuradores do Ministério Público, tendo sido realizadas 36 buscas nas áreas dos distritos de Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal, Évora e Faro, das quais 31 domiciliárias e cinco não domiciliárias.

A 3 de novemro de 2016, o JN revelava que a investigação estava em curso há cerca de dois anos e as buscas estão a ser efetuadas por inspetores da Policia Judiciária e elementos da Policia Judiciária Militar.

Havia suspeitas de corrupção no fornecimento de géneros alimentares que são consumidos nas unidades e as investigações incidem em oficiais e sargentos.

No inquérito investigaram-se suspeitas de, pelo menos, desde o ano de 2015, algumas messes da Força Aérea serem abastecidas com géneros alimentícios, cujo valor a pagar, posteriormente, pelo Estado Maior da Força Aérea, seria objeto de sobrefaturação.

Não são ainda conhecidos os nomes dos 86 arguidos da “Operação Zeus”, mas o Lidador Notícias sabe que militares da BA11, foram ouvidos no Ministério Público de Beja, no âmbito deste processo.

Teixeira Correia

(jornalista)


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