Três aviões fretados à companhia aérea portuguesa Hi Fly rumam, esta quinta-feira, à região de Wuhan para o repatriamento de cidadãos europeus.
Segundo o Jornal de Notícias (JN) a partida ocorrerá em Beja e a Direção Geral de Saúde vai dar orientações às tripulações sobre como devem atuar na China.
A portuguesa Hi Fly foi fretada para fazer o resgate dos cidadãos europeus em território chinês, onde eclodiu o surto do coronavírus. O primeiro voo sai do aeroporto de Beja às 10 horas. Como se trata de um A380, o maior avião comercial do mundo, só a pista da infraestrutura alentejana poderá acolher a aeronave.
Ao JN, a diretora-geral de Saúde (DGS), Graças Freitas, confirmou que irá enviar técnicos para explicar às tripulações portuguesas quais os comportamentos a adotar nestas operações de evacuação.
A missão, apurou o JN, é clara: três aviões da Hi Fly, que estão já estacionados esta quarta-feira em Beja, irão partir para a China na quinta-feira. Um às 10 horas da manhã, outro às 11 horas e, por fim, um às 15 horas.
O JN questionou a Hi Fly, propriedade da família Mirpuri, que não prestou quaisquer esclarecimentos até agora. Também a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) não respondeu às questões colocadas sobre esta operação e se no primeiro voo já virão portugueses.
Questionada quanto a estes voos, Graça Freitas explicou que os aviões “não regressam para Portugal, são fretados, talvez por uma companhia terceira, e talvez vão para Paris”. A responsável máxima da DGS não quis adiantar se os portugueses que estão em Wuhan vão ser abrangidos por estes voos.
O Mecanismo Europeu de Proteção Civil, que foi ativado na terça-feira com um pedido da França, não esteve disponível para responder às questões do JN sobre estes voos que partem de Beja.


