Nos últimos 11 anos vários foram os artigos que escrevi em homenagem aos Guardas- Principais Maria João Moura e António Godinho do Comando Territorial de Évora da Guarda Nacional Republicana, que faleceram em serviço, faz no próximo dia 23 de junho, 11 anos.
Coronel da GNR, Mestre em Direito e Segurança e Auditor de Segurança Interna
Dirigente da Associação Nacional de Oficiais da Guarda
Desta vez pedi à IA da Google, o Gemini, para escrever um texto, para assinalar o 11º aniversário do seu falecimento, e este foi o resultado: “A 23 de junho de 2014, a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a população do distrito de Évora foram abaladas por uma profunda tragédia. Dois dos seus dedicados militares, a Guarda Principal Maria João Moura e o Guarda Principal António Godinho, perderam a vida num brutal acidente rodoviário. Onze anos se passaram desde esse fatídico dia, e este artigo visa assinalar a memória e o legado destes dois militares, sublinhando os riscos inerentes à missão de serviço público e segurança que desempenhavam.
A notícia do acidente e da subsequente morte dos dois militares da GNR foi rapidamente difundida por agências noticiosas como a Lusa no próprio dia do ocorrido.
A celeridade com que a informação sobre o falecimento de ambos os militares, se tornou pública demonstra o impacto imediato e significativo do evento, tanto a nível institucional dentro da GNR como na esfera pública. Não se tratou de uma tragédia isolada ou de repercussão tardia, mas sim de um acontecimento que captou de imediato a atenção devido ao envolvimento de elementos da Força de Segurança, evidenciando a gravidade e o choque que se abateram sobre a região.
A colisão fatal ocorreu na tarde de 23 de junho de 2014, numa estrada que liga Évora a Reguengos de Monsaraz. O veículo em que seguiam a Guarda Principal Maria João Moura e o Guarda Principal António Godinho colidiu com um veículo pesado de mercadorias, resultando na perda imediata das suas vidas.
A localização específica do acidente, na estrada que liga Évora a Reguengos de Monsaraz, trata-se de um trajeto que os militares realizavam com regularidade no âmbito das suas funções. Esta particularidade realça a natureza imprevisível do perigo que os elementos da GNR enfrentam diariamente. Um percurso que poderia ser considerado rotineiro transformou-se, de forma abrupta e inesperada, num palco de tragédia, ilustrando como mesmo as tarefas aparentemente mais comuns podem acarretar riscos fatais para aqueles que servem a comunidade.
A Guarda Principal Maria João Moura e o Guarda Principal António Godinho desempenhavam um papel fundamental no “Programa Escola Segura”, integrando especificamente o Núcleo Escola Segura do Destacamento Territorial de Reguengos de Monsaraz. Esta adscrição profissional destaca o seu envolvimento direto em ações de policiamento de proximidade e segurança juvenil, demonstrando um compromisso que se estendia para além das responsabilidades tradicionais de aplicação da lei.
No dia do acidente, a sua missão específica era a entrega de exames escolares de alunos do 9.º ano em Évora, de onde regressavam a Reguengos de Monsaraz. Este detalhe particulariza o seu serviço, mostrando que a sua dedicação ia ao encontro das necessidades da comunidade educativa. O falecimento durante o cumprimento desta tarefa, que beneficiava diretamente o bem-estar educacional dos jovens, confere uma dimensão ainda mais tocante à sua perda.
A Guarda Principal Maria João Moura era natural de Pardais, enquanto o Guarda Principal António Godinho era de S. Manços. Estas origens geográficas ligam a tragédia não apenas à instituição militar, mas também a comunidades locais específicas, ampliando o círculo de luto e recordação.
A homenagem prestada pela GNR, que recorda os militares “com a alegria de viver e a entrega sem medos nem concessões que os tornavam tão especiais e tão únicos”, vai além de um mero reconhecimento formal do seu sacrifício. Esta expressão de apreço reflete o profundo valor atribuído às suas qualidades pessoais e à sua dedicação inabalável. A forma como são recordados pela instituição indica que a sua partida foi sentida de forma muito pessoal pelos seus colegas, e não apenas como uma estatística lamentável. Esta perceção da sua individualidade e entrega sublinha a importância que tinham para a GNR, revelando uma cultura institucional de profundo respeito e memória pelos seus membros.
A GNR de Évora tem mantido viva a memória da Guarda Principal Maria João Moura e do Guarda Principal António Godinho através de diversas homenagens. Estas incluem tributos emocionantes partilhados nas suas plataformas oficiais, que reiteram o compromisso da instituição em recordar os seus camaradas caídos. Uma das mensagens mais expressivas da GNR afirma: “Recordá-los-emos sempre como acreditamos que gostariam de ser recordados: com a alegria de viver e a entrega sem medos nem concessões que os tornavam tão especiais e tão únicos”. Esta declaração não só formaliza o reconhecimento, mas também transmite o profundo respeito pelas qualidades humanas e pela dedicação incondicional dos militares.
Num gesto significativo de reconhecimento e gratidão, o Município de Reguengos de Monsaraz decidiu atribuir os nomes dos dois militares da GNR falecidos em serviço a uma rua localizada junto a uma escola do concelho. Esta decisão constitui uma homenagem permanente e simbólica. A escolha de uma rua adjacente a uma escola é particularmente relevante, pois estabelece uma ligação direta entre o seu sacrifício e o “Programa Escola Segura” ao qual dedicavam os seus esforços, bem como à comunidade e aos jovens que protegiam, cuja missão era alargada à proteção dos idosos no âmbito do “Programa Idosos em Segurança”. Esta forma de reconhecimento vai além de um memorial genérico, tornando-se um tributo específico que ressalta o seu papel comunitário.
As contínuas homenagens por parte da GNR e da comunidade local evidenciam o impacto profundo e duradouro das suas mortes. O seu sacrifício permanece como um lembrete comovente da dedicação e dos riscos inerentes ao serviço na GNR, garantindo que a sua memória e o seu legado de serviço à comunidade perdurem.
As trágicas mortes dos Guardas Principais António Godinho e Maria João Moura, ocorridas a 23 de junho de 2014 no distrito de Évora, representam uma perda inestimável para a GNR e para as comunidades que serviram. Onze anos após o acidente, o seu sacrifício, no cumprimento do dever e enquanto realizavam uma missão de apoio comunitário, continua a reiterar os perigos intrínsecos à profissão das Forças de Segurança.
A memória e o legado destes dois militares são perpetuados não só através das sentidas homenagens prestadas pela GNR, mas também pelo reconhecimento duradouro da comunidade local, nomeadamente pela atribuição dos seus nomes a uma rua em Reguengos de Monsaraz. Esta homenagem cívica, em conjunto com os tributos
institucionais, eleva o evento trágico a uma narrativa contínua sobre o serviço público, a dedicação à comunidade e o sacrifício supremo. Esta narrativa reforça os valores da GNR e fomenta o respeito da sociedade pelos seus membros. O seu compromisso, em particular no âmbito dos “Programa Escola Segura” e “Programa Idosos em Segurança”, continua a inspirar e a recordar a todos a abnegação daqueles que protegem e servem o país.”
Nota: O texto foi elaborado pela IA da Google (Gemini) e constitui a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição da instituição onde presta serviço.



