Segunda-feira, Abril 27, 2026

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Vinho: Produção vai cair 11% na próxima vindima. Alentejo perde 15%.

Segundo a previsão do Instituto da Vinha e do Vinho a região Alentejo, uma das três maiores do país, deverá perder 15% da produção.

Com 8 das 14 regiões vitivinícolas em perda, incluindo as quatro maiores do país, a produção de vinho em Portugal vai ter uma quebra estimada de 11% na próxima campanha, faca à registada no ano passado, para um volume total na ordem dos 6,2 milhões de hectolitros.

A confirmar-se esta previsão do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), que tem por base a auscultação feita às entidades regionais representativas do setor, a campanha 2025/2026 vai registar uma quebra de volume a rondar os 12% face à média das últimas cinco campanhas.

As estimativas do instituto público liderado por Bernardo Gouvêa, reportadas indicam que as regiões do Douro (-20%) e de Lisboa e do Alentejo (ambas com -15%), precisamente as três maiores do país, apresentam as maiores descidas face à última campanha, numa quebra conjunta superior a 650 mil hectolitros.

A região dos Verdes, a quarta com maior volume em Portugal, também vai baixar a produção em 5%. Igualmente no ‘vermelho’ estão outras geografias relevantes para o setor do vinho nacional, como o Tejo e a Península de Setúbal (-5% em ambos os casos), assim como Trás-os-Montes (-5%) e a Madeira (-8%).

Enquanto nas zonas da Bairrada e de Távora-Varosa não são expectáveis variações na produção, segundo as gestoras regionais consultadas pelo IVV, os maiores aumentos nesta campanha são antecipados para o Dão (15%), Beira Interior (10%), Algarve (4%) e Açores (105%). Claramente insuficientes para compensar as perdas globais num setor que antecipa a “vindima mais negra de sempre”.

Apesar das dificuldades do setor e do plano de apoio que a tutela está a ultimar, o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, sublinhou recentemente que Portugal teve em 2024 um superávite de 800 milhões de euros no setor do vinho, aproveitando para criticar as “tentativas de diabolização” de um produto que “não traz problemas para a saúde” de ninguém, desde que consumido “de forma responsável e com moderação”.

eco.sapo.pt

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