Sábado, Abril 18, 2026

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Garvão/Ourique: Homicida do lar de aguarda decisão do Ministério Público.

O nonagenário que na noite do passado sábado, no lar de Garvão, concelho de Ourique, atacou violentamente três utentes, um dos quais acabou por morrer, continua internado no Serviço de Psiquiatria do Hospital de Beja, a aguardar uma decisão do Ministério Público (MP) de Ourique.

De acordo com informações de fonte hospitalar “o doente deu entrada na Urgência e na sequência da observação e do quadro clínico que apresentava foi internado no Serviço de Psiquiatria. Não foi internamento compulsivo. O doente está lúcido e a aguardar decisão das entidades competentes”, justificou.

Segundo apurou o Lidador Notícias, os factos foram comunicados ao MP de Ourique pelos investigadores da Diretoria de Faro da Polícia Judiciária, não tendo sido ainda tomada uma decisão que passa por determinar o internamento compulsivo do agressor ou que seja acusado do crime de homicídio e presente a um Juiz de Instrução Criminal (JIC) para primeiro interrogatório e aplicação das medidas de coação. Caso o magistrado do PM decida que o nonagenário seja presente a um JIC até ao próximo domingo, a decisão caberá ao magistrado do tribunal de turno.

Recorde-se que às 22,30 horas de sábado, revoltado por ter sido colocado no lar, M.F., de 92 anos, residente no Monte Saraiva, no concelho de Ourique, que tinha dado entrada no lar dez horas antes, atacou violentamente três utentes residentes na instituição. Uma mulher, de 90 anos, sofreu ferimentos ligeiros, um homem de 68 anos, ficou gravemente ferido, continuando internado no Serviço de Urgência do Hospital de Beja, enquanto que José Manuel, de 97 anos, morreu depois de ter dado entrada na unidade hospitalar.

O agressor arrancou um ferro da casa de banho de pessoas com deficiência e atacou violentamente os outros residentes da instituição, com os quais não teria qualquer tipo de relacionamento tendo em conta o pouco tempo que tinha de estar no lar.

A GNR deslocou-se de imediato para o local e tomando conta da ocorrência, cuja investigação com a morte de uma das vítimas passou para a alçada da Diretoria de Faro da Polícia Judiciária, cujos inspetores estiveram na instituição a fazer a recolha de provas.

Teixeira Correia

(jornalista)

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