Um coletivo de juízes do Tribunal de Beja, condenou na tarde desta quinta-feira, nove arguidos a penas entre os 2 anos e os 9 anos e 6 meses de prisão, duas das quais suspensas. A contabilista Sónia Brito, foi um dos três arguidos absolvidos.
Elvis Stinga (na foto), um cidadão romeno, de 37 anos, apontado como o cabecilha da associação criminosa foi condenado a 9 anos e 6 meses, a pena mais pesadas aplicada aos noves punidos, seis dos quais estão em prisão preventiva.
Dois arguidos foram julgados à revelia, um foi condenado a pena efetiva e outra a pena suspensa, sendo que uma arguida de nacionalidade romena, foi também condenada a pena suspensa. Três dos arguidos, a cidadã portuguesa Sónia Brito, um espanhol e um romeno foram absolvidos.
Três empresas foram condenadas a uma pena de multa de 1000 dias à razão de 200 euros/dia e quatro foram absolvidas.
Seis arguidos foram condenados a pagar ao Estado quantias entre os 1.790 euros e um milhão de euros e indemnizações a cerca de meia centena de vítimas em valores entre os 5.000 e os 7.500 euros.
Entre os arguidos do processo que nasceu da “Operação Espelho I” levada a cabo pela Unidade Nacional de Contraterrorismo (UNCT) em novembro de 2023, estão oito cidadãos romenos, um moldavo, um espanhol, uma peruana e uma portuguesa, que estavam acusados dos crimes de tráfico de pessoas, auxílio à imigração ilegal, branqueamento de capitais e falsificação ou contrafação de documento.
Teixeira Correia
(jornalista)


