Segunda-feira, Julho 13, 2026

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Missão Venezuela: Esquadra 506 da Força Aérea preponderante na operação.

A Esquadra 506-“Rinocerontes” opera o Embraer KC-390, a aeronave empregue na missão de transporte da Força Operacional Conjunta Nacional (FOCON), de veículos e equipamentos e de cidadão nacionais e não nacionais que decidiram abandonar a Venezuela.

A capacidade operacional da Esquadra foi posta à prova na terra e no ar, numa missão montada “em contrarrelógio” para transportar os operacionais da FOCON que iam atuar no terreno na busca e salvamento de pessoas afetadas pelos violentos sismos que atingiram aquele País, onde há uma grande comunidade portuguesa e de lusodescendentes.

Os voos dos KC-390 não eram diretos. As aeronaves descolavam da Base Aérea 11 (BA 11), em Beja, e faziam escala em Cabo Verde e na Martinica e depois do regresso de Caracas (capital da Venezuela faziam o percurso inverso.

No dia 26 de julho, dois aviões KC-390 descolaram da Base Aérea 11 (BA 11), em Beja, com 64 pessoas das equipas de busca e salvamento da GNR com cães, bombeiros sapadores, equipas médicas do INEM e Proteção Civil. Quatro dias depois uma das aeronaves aterrou em Lisboa e a bordo seguiram 17 cidadãos, entre nacionais e não-nacionais, além de um animal de estimação.

A 7 de julho, de novo dois KC-390 descolam do Aeródromo de Trânsito N.º 1, na Portela, com destino a Caracas, e a bordo seguiu 35 toneladas de ajuda humanitária destinada a apoiar a resposta aos sismos atingiram o país. Dois dias depois uma das aeronaves da Força Aérea aterrou na BA11 fazendo regressar os operacionais da Força Operacional Conjunta Nacional (FOCON).

Após a receção do Presidente da República, ao Lidador Notícias (LN), o major Manuel Falcão, piloto do KC-390 e comandante da Esquadra 506-“Rinocerontes”, explicou que as missões para a Venezuela foram preparadas “em tempo recorde”. “A esquadra só tem três anos e estamos em fase de edificação de várias capacidades. Contornámos os problemas, com a antecipação do que poderia acontecer, como foi o caso da pista na Venezuela”, contou.

Mas os operacionais da Esquadra 506, são muito mais do que meros transportadores de cargas e pessoas, são também formadores na capacitação de militares de outras forças europeias que operam e vão operar o KC-390. Recorde-se que na BA11, está instalado o único simulador da Europa para treino dos pilotos daquela aeronave.

Ao LN o oficial recorda que “não somos pioneiros na nossa Força Aérea, mas, estamos a ser pioneiros na quantidade de formação de outras Forças Aéreas de país europeus”, lembram que pala BA 11 e o sob o comando dos operacionais da Esquadra 506, “já tivemos membros da Força Aérea da Holanda e certamente teremos colegas da Hungria e da Áustria. Há um empenho para além do nosso dia-a-dia

Sobre uma possível condecoração da esquadra pelo presidente da República pelo trabalho desenvolvido em prol do Povo da Venezuela, o Major Manuel Falcão apontou que “era importante” para os operacionais que deram “506% da sua capacidade”. “Qualquer reconhecimento para além de palavras dá-nos mais animo”, rematou.

No passado dia 20 de maio a Esquadra 506-“Rinocerontes” celebrou o terceiro aniversário da sua criação. Recuperado da Estância 29 do Canto VIII da obra “Os Lusíadas”, o lema é “Só pode o que impossível parecia” e foi o que os operacionais da esquadra fizeram no decurso da “Missão Venezuela.

Teixeira Correia

(jornalista)

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