Alexandre Menano, de 50 anos, um dia envolvidos num tiroteio ocorrido, em Beja, na manhã do dia 26 de março, apresentou-se hoje voluntariamente, acompanhado do seu advogado, no Tribunal de Beja e vai ouvido amanhã em primeiro interrogatório judicial.
O indivíduo andava foragido à justiça desde o dia do crime, tendo-se refugiado em casa de um familiar fora do Alentejo. Apos a apresentação o Juiz de Instrução Criminal (JIC) alertou a Diretoria do Sul da Polícia Judiciária (PJ), que esteve o indivíduo e levou para Faro a fim de recolher as duas declarações, fazendo a sua apresentação amanhã ao JIC.
O filho, Benjamim Menano, de 25 anos, foi detido por inspetores da PJ, sete dias depois do crime, tendo sido colocado em prisão preventiva.
Na manhã de 16 de março, cerca das 09h00, do interior de uma viatura em andamento foram feitos vários disparos de caçadeira, contra membros de uma família rival, que vive no Canifa, na rua António Sardinha, um aglomerado com meia dúzias de casas, fronteiro ao Bairro Residencial da Força Aérea.
Do tiroteio resultaram dois feridos, pai e filho, que foram transportados para o Hospital de Beja. O jovem sofreu ferimentos na cabeça.
Além dos dois feridos, os disparos provocaram danos numa viatura e colocaram em perigo outros transeuntes que circulavam na via pública. O incidente gerou grande pânico nos clientes de um hotel localizado a cerca de 200 metros do local onde ocorreu o tiroteio, onde se encontravam alojadas equipas e o staff da organização da Volta ao Alentejo em Bicicleta que tinha início nesse dia.
Na altura do incidente, a informação que circulou foi a de que haveria somente um homem envolvido nos disparos, mas, a investigação levada a cabo na fase inicial da ocorrência por agentes da PSP de Beja e depois pelos inspetores da PJ, concluíram que eram dois os envolvidos, pai e filho, na tentativa de homicídio.
Como retaliação, poucas horas pós a efetivação dos disparos, a casa de Alexandre foi incendiada duas vezes. Na primeira foi um automobilista, que usando um extintor revelou as chamas, tendo na segunda sido necessária a intervenção dos Bombeiros de Beja.
A investigação do caso está a cargo da PJ, num inquérito dirigido pelo Ministério Público de Beja.
Teixeira Correia
(jornalista)


