Quinta-feira, Agosto 27, 2026

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Incêndios rurais: Entre 15 de maio e 30 de julho houve o registo de 202 ocorrências e arderam 1.739,24 hectares no Baixo Alentejo (exceção a Odemira).

Entre os mais de 200 incêndios registados na área de intervenção do Comando Sub Regional, aquele que gerou uma maior área ardida ocorreu na Herdade da Negrita, no concelho de Moura, onde arderam 679,2 hectares. 87% de ocorrências podiam ter sido evitadas.

Segundo os dados enviados ao Lidador Notícias pelo Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo (CSREPCBA), que engloba 13 concelhos do distrito de Beja, com exceção de Odemira, no total arderam 1.739,24 hectares de mato, vegetação, culturas e árvores, sendo que nos três maiores incêndios foram consumidos pelas chamas 1.083 hectares.

Os maiores incêndios de 2026 na área do CSREPCBA

Moura: Herdade da Negrita (Santo Aleixo da Restauração), entre 7 e 10 de junho arderam 679,2 hectares, tendo sido mobilizados 139 operacionais, 45 meios terrestres e 7 meios aéreos.

Aljustrel: Corte Vicente Anes (Aljustrel), entre 13 e 15 de junho arderam 287 hectares, tendo sido mobilizados 132 operacionais, 44 meios terrestres e 7 meios aéreos.

Castro Verde: Monte do Salto (São Marcos da Ataboeira), nos dias 21 e 22 de maio arderam 117 hectares, tendo sido mobilizados 78 operacionais, 26 meios terrestres e 3 meios aéreos.

Ao contrário de outros anos, nos 202 incêndios não houve o registo de qualquer vítima mortal, tendo-se verificado a existência de 1 ferido grave e 8 ligeiros, além de mais 12 feridos, sendo 11 da ANEOC e outro não referenciado.

Comportamento humano, negligência e intencionalidade, em 87% dos incêndios

Ao Lidador Notícias, o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo fez notar nota que a estrutura “tem demonstrado a sua apreensão e continua apreensivo, com o número de ocorrências com causalidade negligente e intencional, nomeadamente e desde 01 de janeiro a 12 de agosto do corrente ano, o Baixo Alentejo apresenta, com base nos dados difundidos pelo ICNF – SGIF: Causalidade Negligente: 79% e Causalidade Intencional: 8%. Somando ambas as causalidades, temos 87% de ocorrências, que podiam ser evitadas (comportamento humano)”, justificou o comando.

Histórico de incêndios na Sub-região do Baixo Alentejo

Comparando os valores do ano de 2026 com o histórico dos 10 anos anteriores, assinala-se que se registaram mais 46% de incêndios rurais e mais 86% de área ardida relativamente à média anual do período (quadro 1). O ano de 2026 apresenta, até ao dia 12 de agosto, o valor mais elevado em número de ocorrências e o 3.º valor mais elevado de área ardida, desde 2016 (Fonte ICNF – SGIF).

Teixeira Correia

(jornalista)

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