O pai de uma jogadora que dirigiu insultos racistas ao árbitro durante um jogo de basquetebol feminino Sub-14, foi condenado a uma multa de 1750 euros. A Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD) também o proibiu de entrar em recintos desportivos durante um ano.
O caso aconteceu em 25 de janeiro deste ano, no Pavilhão Municipal de Beja, durante o jogo entre o Beja Basket Clube e o Grupo Desportivo e Recreativo André Resende, a contar para o Campeonato Regional Sub-14.
O Lidador Notícias apurou que o autor dos insultos foi um adepto do Grupo Desportivo e Recreativo André Resende (GDRAR), de Évora.
Segundo comunicado da APCVD desta segunda-feira (https://www.apcvd.gov.pt/2026/08/adepto-com-interdicao-de-acesso-a-recintos-desportivos-por-12-meses-por-insultos-racistas-a-arbitro-em-jogo-de-sub-14/), quando faltavam cerca de três minutos para o fim da partida, o adepto, que estava na bancada junto ao campo, dirigiu várias expressões racistas e insultuosas ao árbitro principal.
O jogo não tinha policiamento por se tratar de uma competição de formação e que estava classificada como sendo de risco reduzido e, por esse motivo, o adepto não foi imediatamente identificado pelas autoridades. Mesmo assim, o caso tornou-se público através de notícias sobre os insultos e a APCVD abriu um processo para investigar o que tinha acontecido.
E foi no âmbito dessa investigação que, através da análise das imagens do jogo, a APCVD conseguiu identificar o homem e reunir provas dos insultos. Também apurou que o autor dos insultos racistas ao árbitro era pai de uma das jogadoras que participavam no desafio.
Com base nessas provas, a APCVD decidiu, em 29 de julho, multar o adepto em 1750 euros e proibi-lo de entrar em recintos desportivos durante um ano. A sanção ainda pode ser contestada, pelo que não é definitiva.
No referido comunicado, a APCVD lembra que o incumprimento da proibição de entrada em recintos desportivos pode levar à detenção por desobediência, crime punível com pena de prisão até dois anos.
NOTA DE REPÚDIO
Foi publicada nas redes sociais pelo clube na altura dos acontecimentos.
O GDRAR condena de forma veemente os atos de ofensa verbal ocorridos durante o jogo de Sub14 Femininos, disputado no passado dia 25 de janeiro, frente ao Beja Basquete Clube.
O GDRAR é um clube que acolhe e promove a inclusão de todos os amantes do basquetebol, independentemente da raça, cor ou religião, repudiando qualquer comportamento que vá contra os valores do respeito, da ética e do fair-play desportivo.
Nesse sentido, o clube já se encontra em contacto com a pessoa visada no vídeo, com o objetivo de esclarecer os factos e corrigir os atos ocorridos, tomando as medidas consideradas adequadas.
O desporto deve ser um espaço de formação, respeito e união.
Teixeira Correia
(jornalista)


