O Coronel da Guarda Nacional Republicana (GNR) na Reserva, Rogério Copeto, de 56 anos, assume a partir de hoje e até 31 de dezembro de 2027, o cargo de coordenador de segurança de Évora 2027-Capital Europeia da Cultura. Há alguns anos que é cronista do Lidador Notícias.
O oficial, natural de Évora, saiu ontem, após 35 anos na GNR, na situação de reserva, fora da efetividade de serviço, e com a devida autorização do Comando-Geral da Guarda, e passou hoje a trabalhar para a Comissão Executiva Évora 2027, liderada pela Câmara Municipal da “Cidade Museu”.
Mestre em “Direito e Segurança”, pela Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, o oficial entre 2022 e a saída da instituição, foi, no Comando-Geral, Inspetor Adjunto da Inspeção da Guarda e Assessor do Comandante Operacional da GNR, tendo sido escolhido para o cargo no Évora 2027-Capital Europeia da Cultura, pelo conhecimento operacional que tem do distrito.
Rogério Copeto foi 2º Comandante e porta voz do Comando Territorial de Évora (CTE) entre 2020 e 2021, tendo, entre outros cargos sido o Oficial de Relações Públicas do CTE, entre 2013 e 2020, além de ter chefiado os Destacamentos de Extremoz e Évora.
Apontado como um verdadeiro oficial “Generoso, Nobre e Respeitado”
Francisco Calado, cabo reformado da GNR, de 67 anos, foi comando por Rogério Copeto, no Destacamento de Fronteira, no distrito de Portalegre, era o oficial ainda um jovem tenente, e que o seu comandado recorda com enorme carinho e respeito. “É homem que quando tem razão como dizemos no Alentejo “não se desce da burra”. Quando lhe queriam complicar a vida sabia como contornar a situação, não deixava fazer “o ninho atrás da orelha”. É uma pessoa que me deixou saúdes pelos seus ensinamentos”, revelou ao JN, o cabo Calado.
“Bateu com a porta” quando se sentiu ultrapassado.
Um ano após comandar o Centro de Formação da Figueira da Foz da GNR, no dia 21 de setembro de 2022, o Coronel Rogério Copeto, pediu a exoneração do cargo, que foi de imediato aceite pelo então Comandante-Geral da GNR, Tenente-General Rui Clero.
Sem revelar as razões, o oficial revelou nas redes sociais que tinha apresentado “o pedido de exoneração estando a aguardar colocação no Comando-Geral, em Lisboa”. O Lidador Notícias sabe-se que a renuncia ao cargo na Figueira da Foz, esteve ligada ao facto de não ter sido nomeado comandante do Comando Territorial de Évora, tendo sido preterido em benefício de um oficial de patente inferior.
Quem é Rogério Copeto
Rogério Copeto foi aluno da Academia Militar entre outubro de 1993 e 1998. Depois de concluído o Curso de Oficiais, exerceu, até outubro de 2000, o cargo de comandante de Pelotão no Curso de Formação da Guarda, no então Agrupamento de Instrução de Portalegre.
Entre 2001 e 2010, Copeto foi comandante dos Destacamentos Territoriais de Fronteira, Estremoz e Évora. Depois de passar por outras funções, exerceu, entre 2013 e 2015, o cargo de Oficial de Relações Públicas do Comando Territorial de Évora (CTÉvora). Com a promoção à patente de Tenente-coronel, foi colocado no Comando Geral da Guarda onde assumiu o lugar de Chefe de Divisão de Ensino/Comando de Doutrina e Formação.
Cinco anos depois de ter deixado o CTÉvora, em 21 de outubro de 2020, o então Tenente-coronel Rogério Copeto regressou àquela unidade para assumir o cargo de segundo-comandante e de porta-voz do comando, funções que desempenhava antes de rumar a Lisboa.
O oficial chegou ao Comando do Centro de Formação da Figueira da Foz da GNR ainda como Tenente-Coronel, tendo sido depois promovido a Coronel, acabando por pedir a exoneração em setembro de 2022, tendo desde essa sido colocado no Comando-Geral da Guarda.
Teixeira Correia
(jornalista)


