A anunciada saída de Liliana Cabecinha, vice-presidente da Câmara Municipal de Beja, vai levar a forçadas alterações no Executivo, mas, será “troca por troca” ou, pelo contrário, a CDU vai exigir uma ascensão na cadeia hierárquica para mantar a coligação com o PSD, CDS-PP, IL. ?
A notícia revelada ontem pela Rádio Pax, que o Lidador Notícias replicou, que dava conta que a vereadora terá suspendido o mandato por “divergências significativas quanto à orientação política do executivo e, em particular, ao papel que a CDU, através do vereador Vítor Picado e de outros elementos ligados à estrutura municipal, estaria a assumir na governação da autarquia”, não foi até agora desmentida.
A concretizar-se a saída da Número 2, do Executivo do Município de Beja, deverá ser João Brás da Silva, terceiro elemento da lista do Beja Consegue, que no presente exerce as Funções de Chefe de Gabinete de Nuno Palma Ferro, situação que deverá ficar clarificada na próxima reunião de Câmara, marcada para quarta-feira, dia 9 de setembro, a realizar na freguesia de Santa Clara de Louredo, vulgo Boavista.
A questão que se coloca é que se haverá “troca por troca” como no futebol, sai avançado entra avançado, ou haverá arranjos na composição do Executivo ? Estará a CDU de acordo com essa mudança, ou, pretenderá que o atual Número 3, Vítor Picado, passe a ser o vice-presidente ?
Recorde-se que no dia 11 de novembro do ano passado. No Lidador Notícias foi revelado que “Vítor Picado será o vereador da CDU a integrar o Executivo a tempo inteiro, com a assunção de quatro pelouros e deverá ser nomeado presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (EMAS). Das negociações entre as forças partidárias, uma das condições colocadas por uma das partes, seria a de que ao Chega não seria entregue a gestão de qualquer pelouro”. Este será um cenário que não será de todo inexistente no presente contexto.
Aliás, lembra-se que a tomada de posse dos eleitos da Câmara Municipal de Beja ocorreu no dia 31 de outubro do ano passado e dois dias depois em Aljustrel, Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, afirmou que “estamos perante um país que está a saque com a quadrilha do PSD, do CDS-PP, do Chega e da IL, essa autêntica quadrilha do roubo de direitos”, três dos quartos partidos com quem os comunistas se uniram na autarquia da capital do Baixo Alentejo.
Ou a situação dá uma volta de 360 graus e o Coordenador Nacional Autárquico e também Secretário-Geral do PSD, consegue inverter a situação e Liliana Cabecinha continua na autarquia, ou os próximos tempos poderão ser difíceis na autarquia, tendo em conta a posição assumida pela Concelhias do PS aquando das primeiras negociações para formar o Executivo bejense.
Caso saí, Liliana Cabecinha poderá regressar à Assembleia da República, onde anteriormente desempenhou funções de assessora parlamentar, mas, forças locais do PSD, tentam que a mesma seja “colocada” no Ministério da Agricultura.
Aguarda-se nas próximas horas a situação do e no Executivo do Município de Beja seja clarificada.
Teixeira Correia
(jornalista)


