Os chatbots de inteligência artificial parecem estar a melhorar a forma como respondem a pessoas em situações de crise, mas continuam a ter um ponto cego preocupante.
Jornalista
Rádio Horizonte Algarve/ Tavira
A conclusão resulta de um novo estudo da organização sem fins lucrativos Transluce, que simulou mais de 50 mil conversas, com mais de um milhão de mensagens e 77 variantes de modelos de IA.
Os resultados mostram uma evolução significativa, passando a encaminhar com mais frequência os utilizadores para amigos, familiares ou apoio humano especializado, entre outras respostas.
No entanto, quando pedidos relacionados com suicídio ou automutilação são apresentados como um exercício de escrita criativa ou de role-play, alguns modelos continuam dispostos a colaborar.
Cerca de 85% das crianças e jovens portugueses entre os 9 e os 17 anos já utilizaram ferramentas de Inteligência Artificial (IA) generativa, sendo os trabalhos escolares uma das principais utilizações, revela o relatório da EU Kids Online 2025.
Entre os inquiridos, 47% dizem ter usado IA generativa em trabalhos para a escola, enquanto 23% recorreram a estas ferramentas para conversar e obter conselhos sobre saúde física e a mesma percentagem para falar sobre preocupações e obter conselhos.
O recurso à IA para fins escolares aumenta claramente com a idade: é referido por 28% das crianças entre os nove e os 11 anos, 48% dos 12 aos 14 anos e 63% entre os 15 e os 17 anos.
Dois em cada três crianças e jovens portugueses não concordam com a proibição de levar telemóveis para a escola ou esperam que essa regra não venha a ser aplicada, segundo o relatório da EU Kids Online 2025.
Entre os 2.111 alunos dos nove aos 17 anos inquiridos no relatório “Novos usos, novos riscos? Direitos digitais de crianças e jovens (9-17 anos)”, quatro em cada dez dizem que não existe na sua escola uma regra que proíba levar o telemóvel e esperam não vir a ter essa proibição.
Quando a regra apresentada aos alunos prevê que o telemóvel possa ser levado para a escola, mas apenas utilizado em situações de emergência ou por questões de saúde, as opiniões ficam praticamente divididas: 49% concordam e 51% discordam.
O mesmo relatório indica que 52% das crianças e jovens portugueses inquiridos afirmam ter visto mensagens de ódio ‘online’ pelo menos uma vez no último ano, proporção que sobe para 72% entre os adolescentes dos 16 aos 17 anos.
Cerca de um quarto das crianças entre os nove e os 11 anos refere ter encontrado este tipo de conteúdos, enquanto entre os jovens dos 16 aos 17 anos a percentagem chega a 72%.
Os conteúdos abrangidos incluem mensagens hostis dirigidas a pessoas ou grupos sociais com base, entre outras características, no género, origem étnica, religião, nacionalidade, orientação sexual ou deficiência.
No cinema, “A Qualquer Custo” (“By Any Means” no título original), do realizador Elegance Bratton, é o filme de ação que agora estreia que aqui destacamos.
Baseado numa história verídica, um jovem agente negro do FBI (Yahya Abdul-Mateen II) é enviado para o Mississípi dos anos 60 para investigar uma vaga de assassinatos brutais contra líderes dos direitos civis. Obrigado a colaborar com o famigerado assassino da máfia Greg Scarpa (Mark Wahlberg), vê-se arrastado para uma caçada mortal em que a justiça e a vingança se começam a confundir. Quando o sistema está corrompido, dois homens divididos por tudo concordam numa só coisa: a lei tem limites. Eles não têm.
Trailer em https://www.youtube.com/watch?v=fNIfY0sziYw



