Os Juízes Desembargadores do Tribunal da Relação de Évora (TRE) confirmaram a decisão do Tribunal de Beja que condenou António Beldroegas, a 17 anos de prisão e a pagar uma indemnização de 190 mil euros à família da vítima, por ter matado o vizinho a tiros de caçadeira.
Numa decisão tomada na terça-feira (ontem) as magistradas Maria Beatriz Borges, Carla Oliveira e Carla Francisco, negaram provimento ao recurso do arguido, conhecido como “Pantorrinhas”, de 67 anos, que pretendia ver a pena e a indemnização reduzidas.
O TRE confirmou na totalidade o acórdão recorrido, em que o indivíduo foi condenado por um crime de homicídio simples agravado pelo uso de uma arma, cometido em novembro de 2024, quando o arguido foi buscar a caçadeira a casa, municiou-a e dirigiu-se a Valdemar Matoso, de 54 anos, que se encontrava num terreno agrícola, com o dono do mesmo e disparou dois tiros a curta distância.
Na leitura do acórdão, o juiz presidente considerou que o homem, acusado de um crime de homicídio simples agravado pelo uso de uma arma, “manifestou o maior desprezo pela vida do indivíduo”, tendo ficado provado que “quis matar por uma causa fútil. No julgamento teve uma postura de passa culpas. Não assumiu os seus erros, nem pediu desculpa à família da vítima”, disse o juiz.
“Pantorrinhas” vai continuar em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional (EP) de Faro, para onde foi levado por questões de segurança, depois de ter dado entrada no EP Beja, aguardando o trânsito em julgado do acórdão do TRE, cuja decisão é plausível de recurso para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
Teixeira Correia
(jornalista)


