Beja: Equipamentos de bairro “só para militares e civis” da Força Aérea .


Equipamentos do Bairro da Força Aérea, são destinados a toda a população conforme a Câmara Municipal de Beja. Site do Estado Maior, considera que os mesmo se destinam a seu utilizados “por militares e civis” da Força Aérea .

A Câmara Municipal de Beja inaugurou no passado dia 1 de junho, no Bairro Residencial da Força Aérea, em Beja, um parque infantil e um campo de jogos, onde investiu quase 78 mil euros, numa infraestrutura que deveria servir toda a comunidade, ligada ou não à Base Aérea (BA) 11.

O espaço é gerido pela Associação de Desenvolvimento Sócio-cultural e Desportivo (ADASD), instituição responsável pelo funcionamento do Jardim de Infância que funciona nas instalações de apoio social da Força Aérea, mas tem estado somente ao dispor dos utentes do jardim e das famílias dos militares e funcionários civis da Força Aérea.

Esta situação gerou um grande mal-estar na comunidade bejense e esteve na origem de muitos protestos junto da autarquia. O caso teve outro empolamento quando na página do Estado-Maior da Força Aérea (EMFA) era referido que “a Força Aérea e o município de Beja estabeleceram um protocolo”, que previa a utilização dos espaços pelos “utentes do jardim, os militares e civis” daquela instituição.

O Lidador Notícias (LN) contatou Vítor Picado, vereador da Câmara de Beja, que assegurou que o assunto “foi esclarecido junto do comando da BA11, passando a estar ao dispor da totalidade da comunidade”, com a administração a ser da responsabilidade da ADASD, e por “delegação de competências” a manutenção será assegurada pela União de Freguesias de São João Batista e Santiago Maior. O espaço passaria a estar aberto entre as 09,00 e as 21,00 horas, em horário de verão.

Questionado o Gabinete de Relações Públicas (RP) da Força Aérea, este começou por lembrar que o Bairro “está perfeitamente integrado na cidade” e que existem espaços utilizados pela comunidade bejense como são os casos da “mata da Força Aérea, que oferece um campo de futebol, um pequeno circuito de manutenção e um parque de merendas”.

Sobre as novas instalações, a RP afirma que apesar do espaço se encontrar “dentro do complexo militar, todos cidadãos terão livre acesso ao parque, dentro dos horários fixados”, justificaram.

Ontem a meio da manhã o LN esteve no local e o espaço continua encerrado, com os portões fechados à chave e sem qualquer tipo de vigilância. Na página do EMFA continuava a mesma mensagem quanto à utilização do espaço.

Teixeira Correia

(jornalista)


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