Beja: Ex-tesoureiro de grupo coral julgado pelo desvio de mais de 94 mil euros.


(Atualizada) A primeira sessão foi adiada para o final do corrente mês, em virtude da defesa ter solicitado ao Tribunal a apresentação de novos documentos.

O antigo tesoureiro da Associação “Cantadores do Desassossego”, grupo coral de Beja, vai ser julgado pela alegada apropriação da quantia de 94.686,89 euros pertença da instituição.

O Ministério Público (MP) sustenta que a fraude foi cometida entre 31 de março de 2016 e 11 de janeiro de 2020, estando o arguido indiciado do crime de abuso de confiança agravado.

Miguel Pavia era, segundo o MP, o único elemento da direção que tinha acesso à conta bancária, onde foram depositados ao longo dos anos mais de 94 mil euros, resultante das receitas das atuações do grupo.

Durante aquele período a instituição teve somente 106,96 euros de despesas, referentes a livros de cheques e anuidades de um cartão de débito e que todas as restantes “são da responsabilidade do arguido que por diversas vezes deixou a conta com um saldo reduzido ou até negativo”, é espelhado na acusação.

Só nos anos de 2017 e 2019 foram depositados na conta bancária 65.232 euros, mas no final de cada ano o saldo era irrisório. Em 31 de dezembro de 2018 a conta apresentava um saldo negativo de 25,49 euros.

No processo existe uma declaração irrevogável de dívida, onde o visado na acusação assume o compromisso de pagar, desconhecendo-se se é sobre a totalidade do valor da alegada apropriação indevida.

Depois de descobertas as irregulares, Miguel Pavia afastou-se dos “Cantadores do Desassossego”, tendo o grupo escolhido um novo tesoureiro. O julgamento começa hoje no Juízo Local Criminal do Tribunal de Beja.

Teixeira Correia

(jornalista)


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