Nova residência de estudantes do IPBeja vai ser inaugurada em setembro. A sua construção, sem derrapagens financeiras e de prazos, é edificada segundo uma grande inovação, com um conceito geral onde impera a madeira, que pode ser reutilizável.
“Esta é uma obra exemplar, que não tem um único cêntimo de trabalhos a mais. Se encontrarem uma obra igual na região. É o que se pode chamar obra de chave-na-mão, com um custo total de 22 milhões (iva incluído)”, revelou Jorge Raposo, Pró-presidente do Instituto Politécnico de Beja (IPBeja) na apresentação da nova residência de estudantes que vai abrir no próximo mês de setembro.
A residência está instalada numa área de 11 mil metros quadrados, em terreno cedido pelo Município, terá capacidade para albergar 503 estudantes, distribuídos por 176 quartos duplos e 151 individuais mercê de uma candidatura ao PRR. Apesar do reduzido número de estudantes colocados na 1ª fase do Concurso Nacional, somente 203 em 519 vagas, o responsável do IPBeja revelou que “a instituição tem 3.200 estudantes, muitos são da região, e há 400 que já estão inscritos para mudar para as novas instalações”, concluiu.
Por seu turno, o presidente do Município ressalvou que “mais do que ser a maior do país, destaca-se pela importância no contexto urbano, marcando o futuro de outras residências a construir, justificou. Para Paulo Arsénio, este edifício “é um marco para a instituição, que muito vai valorizar a cidade e o concelho”, ressalvando também o método inovador de construção do mesmo.
Mário Fernandes, administrador da Casais, empresa construtora, justificou que se mostrou muito satisfeito por poderem construir um edifício assente na “sustentabilidade, industrialização e digitalização, onde as mulheres tiveram um papel determinante no fabrico dos vários blocos”, justificando que este novo padrão de construção “é uma nova visão da mão-de-obra, que foi transferido do local de construção para a fábrica”, sendo que dos 250/300 trabalhadores que seriam necessários em obra, foram reduzidas para 110.
Jorge Raposo, o Pró-presidente do Politécnico deixou o desabafo de que “o enredo burocrático do país é muito complicado. Estamos há três meses à espera para ligar o edifício à rede elétrica e testarmos todas as instalações”, lamentou.
Teixeira Correia
(jornalista)


