Um indivíduo, suspeito de furtos no interior de residências, tentou fugir do interior de um veículo da PSP de Beja, depois de se libertar das algemas e do cinto de segurança que o mantinham retido no banco traseiro do automóvel.
O caso aconteceu ao final da tarde do passado domingo, quando o homem, com cerca de 40 anos, que já esteve preso pelo mesmo tipo de crimes, estava algemado, com as mãos atras das costas, deslocou o polegar da mão esquerda e faz passar a algema fechada pela mão. Depois usou o mesmo estratagema na mão direita e tirou o cinto de segurança que o mantenho “preso” ao veículo.
E foi ao fazer um movimento brusco no interior do automóvel que os agentes perceberam que o homem se libertado dos meios de segurança e tentava fugir.
Mas, até ser retido e levado para o veículo policial, o suspeito terá furtado objetivos valiosos, fios em ouro e prata, em duas residências no Centro Histórico, próximas do Castelo de Beja, e protagonizado uma fuga digna de um filme da Netflix.
Eram cerca das 19h00 quando uma equipa da PSP recebeu um alerta para um furto e a descrição do suspeito. Ao ser avistado pelos agentes, o homem escalou o portão de uma antiga empresa metalúrgica abandonada e refugiou-se no quintal.
Ao sentir-se acossado escalou várias varandas das traseiras de dois edifícios até atingir o segundo andar onde residia uma idosa. Como a senhora começou a gritar por socorro, o indivíduo escalou para o telhado dos prédios subindo pelo extrator de fumos de uma churrasqueira. Já sem escapatória da polícia, o suspeito destelhou um dos telhados e introduziu-se no prédio pela claraboia, onde acabou por ser apanhado.
Levado para a Esquadra, o suspeito não foi formalmente identificado por nenhum dos lesados como sendo o autor dos furtos. Como não tinha nenhum dos objetos furtados na sua posse que o pudessem ligar aos crimes, foi libertado.
O consumo de estupefacientes foi a versão apresentada para fugir quando vou os policias. Procedente do Algarve, à PSP justificou que não tem residência fixa em Beja, alegando que dorme na rua.
Agentes da Esquadra de Investigação Criminal (EIC) estiveram nas residências onde ocorreram os furtos para recolher provas que liguem o suspeito aos crimes e possa ser detido e presente a um Juiz de Instrução Criminal.
Teixeira Correia
(jornalista)


