A Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR procedeu à descontaminação de mais de 500 instalações em todo o território nacional. No distrito de Beja a UEPS fez, pelo menos, 9 desinfestações.
A Guarda Nacional Republicana, desde o início da pandemia COVID-19, através de militares do núcleo de matérias perigosas da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro, procedeu à descontaminação de mais de 500 instalações em todo o território nacional (Instalações: Lares-113, Creches-24, Unidades de Saúde-37, Instalações GNR-193 e Outras-193. Total-503).
No distrito de Beja, a UPS fez, pelo menos, nove descontaminações, sendo seis em Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS’s), duas em instalações da Guarda Nacional Republicana (GNR) e uma em unidade hoteleira.
A primeira descontaminação que a UEPS fez foi no lar do Centro Social de São Jorge e Senhora das Pazes, em Vila Verde de Ficalho, no concelho de Serpa, onde no dia 13 de abril, procedeu à desinfeção e higienização daquele espaço. Foi nesta Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) que ocorreu o primeiro foco de infeção por covid-19 do distrito.
Três dias depois, a 16 de abril, a equipa da UEPS esteve no Lar Nobre Freire, em Beja, IPSS onde procedeu à desinfeção e higienização do primeiro piso da instituição onde havia três utentes infetados com covid-19, um dos quais viria a falecer três dias depois, no Hospital José Joaquim Fernandes, na cidade alentejana, onde se encontrava internado, tornando-se no primeiro óbito da região Alentejo, motivado pela pandemia.
Além das duas instituições acima referidas, a UEPS, fez também descontaminações na Mansão de São José, em 25 de outubro e no Lar do Centro Paroquial e Social do Salvador, em 13 de novembro, ambos localizados em Beja. Posteriormente a UEPS regressou a estas duas IPSS’s onde voltou a fazer uma descontaminação.
Também instalações da própria GNR no distrito foram alvo da intervenção da UEPS, na sequência de resultados positivos de militares da instituição. A primeira ocorreu no Destacamento Territorial de Moura no dia 29 de agosto e a segunda no Posto Territorial de Odemira, no passado dia 26 de novembro.
Mais recentemente uma unidade hoteleira de Beja foi alvo de uma descontaminação depois de ter sido o local de alojamento das Brigada de Intervenção Rápida da Cruz Vermelha Portuguesa, que prestaram serviço nos lares de Beja e no Centro de Acolhimento Covid da BA 11.
A UEPS é uma estrutura, que integra cerca de 60 militares da GNR altamente especializados em matérias perigosas e agentes NRBQ (nucleares, radiológicos, biológicos e químicos), tem vindo a ser acionada quase diariamente para a descontaminação de estabelecimentos hospitalares, IPSS, lares de idosos, creches, centros de dia, e outro tipo de infraestruturas, incluindo-se aqui instalações e viaturas da própria Guarda.
Adicionalmente, estes militares têm vindo a efetuar ações de sensibilização a entidades com responsabilidades nas infraestruturas mais afetadas pela pandemia COVID-19, e a promover ações de formação a agentes de proteção civil de vários locais do território nacional.
Descontaminação do Lar Nobre Freire pela UEPS
A equipa da UEPS é uma subunidade da Guarda, composta de especialistas em matérias perigosas e integra 10 operacionais e três viaturas, que utilizam termonebulizadores, para espalhar uma densa neblina que faz a descontaminação dos espaços, onde foi aplicada. Para que não corram riscos os operacionais estão equipados com fatos, botas, luvas e máscara integral com filtro.
Sobre o trabalho no Lar Nobre Freire, ao Lidador Notícias, o responsável da UEPS, capitão Cerqueira, revelou que “foi feito o reconhecimento do espaço, retiradas roupas e desinfetados os bens dos utentes e em 45 minutos a operação de descontaminação está concluída”, acrescentando que após a realização da ação “é necessário criar corredores de circulação para não voltar a haver contaminação”, concluiu.
Teixeira Correia
(jornalista)