Justiça: Traficantes residentes na zona da Grande Lisboa condenados a 6 anos de prisão cada um.


Dois indivíduos originários da Grande Lisboa foram condenados, em cúmulo jurídico, por um Coletivo de Juízes do Tribunal de Beja, a uma pena de 6 anos de prisão cada um, pelos crimes de tráfico de estupefacientes e de detenção de arma proibida.

Os dois indivíduos, já com antecedentes criminais pela prática de diversos crimes, e que durante o julgamento se mantiveram em silencia, foram condenados a 4 anos e 6 meses pelo tráfico de estupefacientes e a três anos de prisão pela detenção de arma proibida.

Luís Simão, de 24 anos, residente na Amadora, e Benedito Monteiro, de 33 anos, residente em Agualva-Cacém, ambos em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Beja, desde 22 de março do ano passado, onde vão aguardar o trânsito em julgado do acórdão proferido no passado dia 30 de janeiro, foram detidos em Ferreira do Alentejo, numa ação inopinada de operacionais do Núcleo de Investigação Criminal de Aljustrel da GNR.

Estranhando a forma como o primeiro dos arguidos conduzia um VW Golf, os militares fizeram o seguimento do veículo e já no interior da vila de Ferreira do Alentejo, ordenaram a paragem do mesmo, revistaram os ocupantes, tendo encontrado drogas, armas e dinheiro em bolsas que os dois homens traziam à cintura.

O condutor, Luís Simão, tinha na sua posse uma “bolota” de cocaína com 11,10 gramas e outra de canábis com 8,50 gramas, uma pistola calibre 7,65 mm, municiada com 7 balas, 165 euros em numerário, telemóveis e usava dois anéis, cada um com uma libra em ouro, avaliados em 1.793 euros. Por seu turno ao “pendura, Benedito Monteiro, foi apreendida uma saqueta com 4,35 gramas de canábis, uma embalagem com 0,40 gramas de cocaína, uma pistola 0.32 com seis balas no tambor, uma nota de 20 euros e um telemóvel.

Uma das armas tinha sido dada como extraviada e a outra apresentava o número de série rasurado. Como Luís Simão já tinha diversos autos de contraordenação por conduzir sem habilitação legal e como na altura da detenção os militares da GNR não conferiram se possuía carta de condução, o presidente do Coletivo de Juízes, mandou extrair uma certidão para que a Procuradora do Ministério Público de Ferreira do Alentejo, responsável pela acusação, investigue mais esse crime.

Teixeira Correia

(jornalista)


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