Segunda-feira, Abril 27, 2026

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Média: VASP sem decisão final. Corte de jornais no Interior é “um cenário”.

Administrador reforça abertura da empresa ao diálogo. PS manifesta disponibilidade para encontrar solução e acusa Governo de imobilismo. Uma semana depois de a VASP ter ameaçado deixar o Interior do país sem distribuição regular de jornais e revistas nos distritos de Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Viseu Guarda, Vila Real e Bragança. 

Justificando o corte com a queda das vendas e o aumento dos custos operacionais, que terão tornado algumas rotas insustentáveis, a empresa esclareceu que a redução das áreas de distribuição é apenas uma hipótese e reforçou disponibilidade para dialogar.

Rui Moura, que integra o Conselho de Administração da VASP, disse esta sexta-feira que ainda não há uma decisão tomada acerca do fim da distribuição em oito distritos do país, que poderá ficar em risco a partir de janeiro. “Os cenários de distribuição de Imprensa diária estão permanentemente a ser analisados e vêm desde 2021 e 2022, a seguir à pandemia, quando houve uma quebra significativa na venda dos jornais diários. Nós estamos em permanência a fazer cenários, este cenário está em cima da mesa”, disse hoje, em declarações à TSF, adiantando que a decisão final depende das “decisões de muita gente”.

O administrador da VASP lembrou que a empresa tem estado aberta ao diálogo desde há quatro anos: “Escreveu para a Associação Nacional de Municípios, escreveu para as 21 Comunidades Intermunicipais (CIM) e escreveu para todas as câmaras municipais em que os custos de distribuição superavam a remuneração.”

António Leitão Amaro disse, na semana passada, que qualquer solução pública que ajude a assegurar a distribuição de imprensa no território nacional implicará sempre “mecanismos concorrenciais” e não passar cheques a uma empresa em concreto. “Reconhecendo a posição manifestada pelo Governo sobre a necessidade de se recorrer a mecanismos concorrenciais em detrimento de apoios diretos a uma empresa em concreto.

Municípios de Beja exigem medidas do Governo para haver distribuição de jornais

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo manifestou, “total incredulidade” com a possibilidade de a Vasp alterar a distribuição diária de jornais em oito distritos, entre os quais o de Beja, e exigiu a intervenção do Governo.

“O Governo tem a responsabilidade de resolver esta situação e é pouco compreensível que se escude nos “mecanismos concorrenciais” para deixar surgir esta ameaça”, disse António José Brito, que é também autarca em Castro Verde.

“Vemos esta situação com profunda preocupação e total incredulidade. Temos dificuldade em aceitar que metade de Portugal, que é permanentemente esquecida e deixada para trás em tantas áreas, agora também deixe de ter o direito a estar informada e a ler jornais em papel”, frisou o presidente da CIMBAL.

A par disso, António José Brito lembrou que a Vasp também assegura o transporte dos jornais regionais a partir das gráficas até às redações, como é o caso do “Diário do Alentejo” o único jornal público em Portugal, propriedade da CIMBAL.

Fonte: Jornal de Notícias

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