Portugal acionou a Força Conjunta Nacional (FCN) visando apoiar a missão de busca, salvamento e primeiros socorros na Venezuela está a aprontar equipamentos e operacionais na Base Aérea 11, em Beja, que viajarão a bordo de dois aviões KC-390 da Força Aérea Portuguesa (FAP).
A FCN é composta por 64 pessoas, entre elementos da Unidade Especial de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), reunindo capacidades especializadas em operações de busca e salvamento, recuperação de vítimas, resposta a catástrofes e apoio médico de emergência.
A bordo dos dois aviões KC-390 vão cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária, destinada a apoiar as operações de socorro e assistência às populações afetadas.
A Cooperação Portuguesa resulta de um esforço de coordenação que envolveu especialmente o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Ministério da Defesa Nacional, o Ministério da Administração Interna e o Ministério da Saúde, refletindo o compromisso de Portugal com a solidariedade internacional e com o apoio à Venezuela, país onde reside uma significativa comunidade de portugueses e lusodescendentes.
Enquanto os militares da FAP preparavam e carregavam a carga para as aeronaves, Emídio Sousa, Secretário de Estado das Comunidades, falou aos jornalistas começando por atualizar o número de mortos entre a comunidade lusa. “Há 28 mortos entre portugueses e luso descendentes, estando 85 pessoas incontáveis, desconhecendo se estão vivos ou mortos. Temos uma comunidade muito expressiva na Venezuela. Segundo os registros no Consulado em Caracas há 220 mil portugueses no país”, justificou.
Quanto à FCN que vai seguir a bordo dos KC-390, descolou de Beja em direção a Caracas eram 22h19, “deverá chegar cerca das 10h00 à Venezuela e de imediato irão para o terreno. Estarão ao serviço da Força Conjunta Internacional durante 10 duas, prazo que poderá ser prolongado”, disse o governante.
Uma das grandes franjas de portugueses na Venezuela é natural da Madeira e o conjunto com o Governo Regional tem sido constante. “É provável que grande parte das vítimas sejam daquela região, mas, ainda é cedo para se perceber a longitude dessa tragédia “, concluiu Emídio Sousa.
Por seu turno Hugo Santos, o comandante operacional da FCN, começou por lembrar que “desde o início do pedido até ao momento em que nos encontramos, a prontidão e resposta foi inferior a 24 horas” justificando que como prioridade “é chegar em segurança, depois com os contatos já desenvolvidos localmente é montar a base operacional e ir para o terreno ajudar, já que é essa a nossa missão “, rematou.
Ana Correia, médica do INEM e coordenadora da equipa que vai seguir para a Venezuela referiu que “vão seguir 2 médicos, 2 enfermeiros, 2 técnicos, um de emergência e um de logística e 1 psicológico. Temos noção do que vamos encontrar e o objetivo é encontrar pessoas com viva” resumiu. “Temos também como missão dar apoio e garantir as condições de saúde e apoio médico à equipa que vai para o terreno”, rematando com convicção que “estamos prontos para tudo”, concluiu.
Para além do Secretário de Estado das Comunidades, esteve presente na partida dos dois aviões da FAP, o General Cartaxo Alves, Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas.
Teixeira Correia
(jornalista)


