Segunda-feira, Abril 27, 2026

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Aljustrel: Julgado por 23 crimes em que ameaçou bombeiros e uma criança com facas e agrediu militares da GNR.

Um indivíduo, de 33 anos, residente em São João de Negrilhos, concelho de Aljustrel, operacional assalariado dos Bombeiros Voluntários locais, começou a ser julgado no Tribunal de Beja por ter provocado diversos desacatos e ameaçou com facas vários colegas no interior do quartel da corporação e depois de detido no Posto da GNR da “Vila Mineira” agrediu militares e tentou a evasão da cela.

Um dos ofendidos é uma criança de 12 anos, a quem o arguido apontou uma faca e ameaçou de que “qualquer dia tu ou o teu pai morrem”, tudo porque os pais do rapaz não lhe tinham emprestado 40 euros.

Em prisão domiciliária, ouvido na manhã de terça-feira em tribunal, depois de ouvir o despacho de acusação o arguido não prestou depoimento justificando ao coletivo de juízes que “não me lembro nada desses factos”, disse.

O individuo está acusado de 23 crimes: seis de ameaça agravada, dois de dano um com violência e outro qualificado, três de ofensa à integridade física qualificada, um de resistência e coação sobre funcionário, três de injuria agravada, um de evasão na forma tentada, um de violação de imposições, proibições ou interdições, três de detenção de arma proibida e três de condução sem habilitação legal.

As ofensas e ameaças no quartel dos bombeiros começaram durante o mês de agosto de 2024, por supostamente um colega lhe ter furtado um capacete “gallet” amarelo usado em serviço. As atitudes agressivas do arguido foram-se prolongando no tempo, tendo a 29 de setembro daquele ano entrado no quartel na posse de duas facas, uma das quais à cintura, que exibiu aos bombeiros ameaçando-os de morte.

No dia 6 de outubro ocorreu o auge de todas as ações que envolveram diversos militares da GNR, tendo tentado atropelar um deles, desferiu um pontapé, uma cabeçada e um murro em outros operacionais, tendo inclusivamente tentado fugir do posto quando um dos guardas abriu a cela onde estava detido.

Naquele dia e depois de uma perseguição automóvel movida pela GNR e que levou à sua detenção, e segundo a acusação do Ministério Público de Ourique, o arguido disse aos militares que “eu sou da Polícia Judiciária”, “vocês não me fazem nada”, “eu dou-vos um tiro na cabeça com a minha 6.35 e mato-vos”. Já no interior do Posto Territorial de Aljustrel, o arguido desferiu uma cabeçada num militar e ainda gritou: “o sargento daqui é um palhacinho”.

Três dias antes da segunda detenção, em que lhe foram agravadas as medidas de coação, passando a prisão domiciliária, já que o arguido sido sujeito a interrogatório judicial e ficado impedido de se aproximar, num raio inferior a 250 metros, do quartel dos bombeiros de Aljustrel e no entanto não se coibiu de frequentar o mesmo e, reincidir nas ameaças e ofensas aos operacionais presentes no local.

Teixeira Correia

(jornalista)

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