Corporações de Beja, Castro Verde, Barrancos e Moura sem viaturas disponíveis para integrar o DECIR 2026 por falta de inspeção do IMT.
Quatro corporações de bombeiros do distrito de Beja, adstritas ao Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo (CSREPCBA), têm veículos florestais (VFCI) e ligeiros de combate a incêndios (VLCI) impossibilitados de integrar o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rural (DECIR), por falta de inspeção do Instituto de Mobilidade e dos Transportes (IMT).
Segundo apurou o Lidador Notícias (LN), os Bombeiros Voluntários de Barrancos e Castro Verde, têm um VFCI que não podem usar, tal como as corporações de Moura e Beja relativamente a dois dos seus VLCI.
O LN questionou o Ministério da Administração Interna (MAI), para saber se o MAI tinha conhecimento da situação, por via da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), mas a pergunta não obteve resposta.
Sabe o LN que após o mail remetido ao MAI na quarta-feira, foi pedido ao Corpo de Bombeiros de Beja o envio urgente de toda a documentação do VLCI, e convocada uma reunião entre o secretário de Estado da Administração Interna e o presidente do IMT para abordar a demora nas inspeções dos veículos.
Antes as viaturas tinham uma inspeção por parte da ANEPC e mesmo ficando a aguardar a emissão do Documento Único Automóvel (DUA) por parte do IMT, estavam disponíveis para combater incêndios. O que mudou foi o procedimento da ANEPC, na inscrição operacional dos veículos.
No passado dia 10 de março, os corpos de bombeiros receberam uma orientação da autoridade que informava que qualquer veículo só podia ser inscrito no sistema operacional, após a emissão do DUA definitivo, com o averbamento de Especial Bombeiros.
Começando por referir que este processo pode demorar um ano, o comandante dos Bombeiros de Beja, Pedro Barhaona, aponta o dedo à ANEPC. “Em vez de articular e agilizar o processo com o IMT, desvincula-se da sua responsabilidade, escudando-se num novo procedimento de inscrição que vem ainda mais agudizar o problema”, rematou.
Uma das situações caricatas deste caso ocorreu na quinta-feira em Castro Verde, onde deflagrou um violento incêndio que queimou mais de 107 hectares de mato, tendo o veículo dos bombeiros locais ficado estacionado no quartel, por falta de inspeção.
Teixeira Correia
(jornalista)
Fotos: DR


