Sob o lema “No Alentejo, ergue-se uma tenda. Mas o que ela abriga é muito mais do que é um espetáculo”, a Cercibeja-Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Beja, apresentou o Alencirco, um projeto inovador que utiliza a arte e o circo como ferramentas de inclusão.
A iniciativa visa de dar voz “a quem raramente é ouvido, dar palco a quem poucas vezes é visto e proporcionar oportunidades de criação e participação a pessoas com deficiência e incapacidade, bem como a toda a comunidade”, justificou a presidente da instituição Vera Necas.
O Alencirco é um projeto promovido pela Cercibeja, que tem como parceiro o Instituto Nacional das Artes do Circo (INCA) e financiado com 374.000mo âmbito do Programas Pessoas 2030, cofinanciado pela União Europeia, que ao longo de três anos, permitirá aos participantes desenvolver competências artísticas, criativas e sociais,
A base basilar do projeto é promover o encontro entre diferentes públicos através da expressão artística, que culminará, anualmente, na realização de um espetáculo aberto à comunidade, celebrando a diversidade, a criatividade e a participação ativa de todos.
“Quando se fala em circo pensamos logo nos palhaços, mas pretende-se envolver os participantes em todas as etapas da criação e produção de um espetáculo de circo contemporâneo, desde a conceção artística à organização e apresentação final”, referiu Vera Necas.
Durante a apresentação do Alencirco, foi referido que a iniciativa é aberta à comunidade, não existindo condição, portadores de deficiências ou não, nem limites de idades para participar. “Este percurso culminará, anualmente, na realização de um espetáculo aberto à comunidade, celebrando a diversidade, a criatividade e a participação ativa de todos, porque o circo desperta os participantes para novos mundos”, revelou Juliana Moura, formadora e diretora do INCA.
Entre integrantes do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) e a Formação Profissional, a Cercibeja tem cerca de 120 utentes e desde 2018 que têm vindo a fazer algumas experiências com sucesso na área das atividades circenses.
Com a participação de três formadores do INCA, as atividades do Alencirco começam já esta semana com a realização de workshops destinados a formadores de outras instituições e também destinadas à comunidade.
Mais do que a experiência de subir ao palco, o Alencirco pretende reunir pessoas portadoras de deficiência, formadores de outras instituições, como uma grande participação e desenvolvimento comunitário.
Teixeira Correia
(jornalista)


