“Os agricultores do distrito de Beja receberam do pedido único 62 milhões de euros em 2023 e 195 milhões em 2025 e este ano vai ser superior. “Para quem acha que não houve um reforço de verbas, falamos do triplo, é um aumento considerável”, justificou o ministro da Agricultura quando confrontado com os protestos dos agricultores de Serpa.
José Manuel Fernandes acrescentou que, per capita no distrito de Beja, “o apoio a cada agricultor foi de 20 mil euros muito superior ao salário médio na região” acrescentando que se coloca sempre no lugar do outro, resumindo que “quando o Governo aumenta o apoio aos pensionistas e desce os escalões do IRS, os agricultores também são ajudados”, recordando que a média de idade dos homens da terra é de 64 anos.
Quanto aos valores dos apoios por hectare na área dos fertilizantes em Portugal e Espanha, o titular da pasta da agricultura revelou que “no regadio damos 84 euros e os vizinhos 55 euros, e no sequeiro nós damos 36 euros eles 22 euros”, concluiu.
José Manuel Fernandes desvalorizou os anunciados protestos dos agricultores que vão decorrer esta sexta-feira na Margem Esquerda dizendo que “os protestos são naturais, mas não vão resolver nada. Percebo as dificuldades dos agricultores, onde a palavra é certa é imprevisibilidade. Os agricultores de Serpa receberam em apoios 6,2 milhões de euros em 2023 e em 2025 receberam mais de 19 milhões de euros. Eu percebo os agricultores, mas, queremos dar apoios, sem efectar o Orçamento de Estado”, rematou.
Questionado pelo Lidador Notícias sobre uma reunião agenda entre os titulares das pastas da Agricultura e do Ambiente, proprietários de explorações pecuárias e Rui Garrido, presidente da ACOS-Agricultores do Sul apalavrada desde a Ovibeja, para que a água chegue às explorações pecuárias, o ministro furtou-se à resposta direta justificando que na água está na agenda o “Água que Une” e até 2030 serão investidos 5.400 milhões de euros e na agricultura estão em execução este ano 640 milhões euros”, disse.
Teixeira Correia
(jornalista)


