“Tenho estado silencioso propositadamente, porque as reivindicações dos agricultores são justas. Sei das dificuldades que os agricultores vivem, mas, há números que não tenho revelado”, disse o ministro da Agricultura a propósito das reivindicações das confederações e associações de agricultores conhecidas nos últimos dias.
Falando em Beja à margem de uma visita à Almiberia, uma empresa do sector da amêndoa, sobre as reivindicações da CAP e da CNA, José Manuel Fernandes justificou que “cada confederação está a entrar num leilão para ver quem pede mais. As confederações estão a fazer o papel delas, mais do que legitimo e nós estamos a fazer o nosso”, recordando os 60 milhões atribuídos aos agricultores no apoio aos fertilizantes, 20 dos quais já entregues e nos próximos dias os restantes 40 milhões.
O titular da pasta da agricultura foi mais longe e comparou os valores dos apoios por hectare na área dos fertilizantes em Portugal e Espanha. “No regadio damos 84 euros e os vizinhos 55 euros, e no sequeiro nós damos 36 euros eles 22 euros”, concluiu.
José Manuel Fernandes sustentou que “há duas questões que ficam por resolver. Os 140 milhões de euros para novas explorações foram desviados para a recuperação das explorações afetadas pelas intempéries. A outra é o gasóleo agrícola, porque se fizermos a comparação com Espanha ficamos em desvantagem”, justificando que está a ser feita uma reprogramação do PEPAC e vão ser aumentados os apoios com 162 milhões de euros.
Teixeira Correia
(jornalista)


