O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) veio a pública manifestar a “profunda preocupação e indignação” pela decisão da Câmara e Assembleia Municipal em avançarem com a abertura de um Concurso Público Internacional para a aquisição de serviços de limpeza urbana.
Em comunicado o STAL está contra a decisão votada de forma favorável pelos eleitos do PSD, do PS e do CHEGA de abertura do procedimento para a aquisição de serviços de limpeza urbana, pelo valor global de 2,4 milhões de euros com execução prevista entre 2026 e 2028.
Começando por congratula-se pela integração de 18 novos trabalhadores nos quadros da Autarquia, justifica que o Município de Beja, “em vez de investir no reforço dos serviços públicos e na contratação de mais trabalhadores com vínculo de emprego público, insiste em optar pela transferência de setores estratégicos e essenciais da cidade a interesses privados”.
O STAL acusa os eleitos que votaram a favor da proposta de avançarem para “mais um passo no processo de externalização de serviços a par da limpeza urbana, a limpeza de instalações municipais bem como funcionamento do cemitério de Santa Clara e das Freguesias Rurais”, alertando para aquilo que consideram ser “os graves prejuízos que esta opção política do Município de Beja pode acarretar para os interesses da população e a salvaguarda dos direitos dos trabalhadores”, justificam.
No comunicado o STAL reafirma a sua “oposição à privatização dos serviços municipais e continuará a defender um modelo assente na gestão pública, na valorização dos trabalhadores e na prestação de Serviços Públicos à população”, rematando que “o futuro do Município de Beja, constrói-se com mais investimento nos Serviços Públicos e melhores condições de trabalho”, conclui o sindicato.
Teixeira Correia
(jornalista)


