A Força Aérea Portuguesa recebeu a quinta e última aeronave Lockheed Martin P-3C CUP+ modernizada no Canadá, marcando uma etapa importante no reforço das capacidades nacionais de patrulha marítima, guerra antissubmarino e vigilância de longo alcance.
A aeronave, com número de cauda 14811, realizou, no dia 17 de maio, o voo de ferry do Canadá para Portugal, após a conclusão dos trabalhos de atualização.
O programa de modernização foi executado pela General Dynamics Mission Systems–Canada, responsável pelo desenvolvimento das soluções de missão, em cooperação com a IMP Aerospace, encarregada dos trabalhos físicos de modificação nas aeronaves.
A iniciativa integra o contrato celebrado entre Portugal e o Canadá para a atualização da frota P-3C CUP+, iniciado em 2022, com conclusão prevista até ao final deste ano.
Entre as principais melhorias incorporadas estão novos sistemas Link 16, Identification Friend or Foe (IFF) e processamento acústico, além de atualizações em comunicações, eletrônica de missão e gestão de dados. O objetivo é aumentar a interoperabilidade da Força Aérea Portuguesa com aliados da OTAN e elevar a eficácia operacional da frota em missões de vigilância marítima, reconhecimento, busca e salvamento e guerra antissubmarino.
A chegada da aeronave 14811 encerra a fase de modernização das cinco unidades em território canadense. A frota modernizada será agora submetida a testes de qualificação e aceitação operacional na Base Aérea N.º 11, em Beja, sede da Esquadra 601 “Lobos”, responsável pela operação dos P-3C portugueses.
Os ensaios pós-modificação terão como objetivo validar o desempenho dos sistemas integrados, confirmar a conformidade técnica das atualizações e assegurar que a aeronave esteja pronta para regressar plenamente ao serviço operacional. O processo envolve a Direção de Engenharia e Programas da Força Aérea, a gestão da frota P-3C, a Esquadra 601, a Esquadra de Manutenção da Base Aérea N.º 11 e a Autoridade Aeronáutica Nacional.
O P-3C Orion permanece como uma das principais plataformas de patrulha marítima de longo alcance da Força Aérea Portuguesa. A modernização é considerada essencial para manter a capacidade de Portugal de monitorar vastas áreas do Atlântico, proteger rotas marítimas estratégicas e contribuir para operações nacionais, da União Europeia e da OTAN.
Com a conclusão desta etapa, Portugal reforça a relevância de sua aviação de patrulha marítima em um contexto de crescente preocupação com a segurança submarina, a proteção de infraestruturas críticas no mar e a vigilância das áreas marítimas sob responsabilidade nacional.
Aereo.jor.br


