Em vigor desde a passada sexta-feira, a interdição da prática balnear e de banhos nas Azenhas do Guadiana, espaço fluvial do rio Guadiana, localizado a pouco mais de um quilómetro da vila de Mértola, “foi cumprida sem quaisquer infrações”, revelou ao Lidador Notícias, o Comandante da Capitania do Porto de Vila Real de Santo António, entidade responsável pelo espaço.
O Capitão-tenente Sérgio Pardal justificou que a decisão “foi respeitada pelas pessoas”, tendo a Polícia Marítima estado no local com o objetivo de “sensibilizar os cidadãos para as condições de segurança a cumprir. A principal preocupação é a segurança das pessoas e não correr atrás das infrações”, lembrando que atividades como a prática do cayak e pescas são permitidas.
A decisão de encerrar as Azenhas do Guadiana à prática de banhos, natação e atividades balneares, foi tomada no passado dia 16, depois de uma reunião entre o Comandante da Capitania e o presidente do Município de Mértola, Mário Tomé, na sequência de duas mortes, um cidadão brasileiro, de 37 anos, e um jovem português, de 16 anos, ocorridas a 7 de junho e 4 de julho, respetivamente.
“Não foi com gosto que interditei o espaço. Não é um caso isolado. Foi com base nos factos existentes de levam a nortes. Na opinião das entidades envolvidas esta foi a melhor decisão”, justificou o Comandante da Capitania do Porto de Vila Real de Santo António, que esclareceu que a norte das Azenhas “são permitidas banhos, natação e atividades balneares”, resumiu.
Também os bombeiros não têm registo que qualquer infração ou ocorrência. Jorge Santos, comandante dos Voluntários de Mértola, justificou que “as pessoas têm cumprido a determinação da capitania. Desde sexta-feira que ao final da manhã e a meio da tarde passo pelo local para perceber se há infrações. Temos uma embarcação de socorro junto ao cais do rio Guadiana, para precaver qualquer necessidade”, concluiu.
Desde o Verão de 2023 são já seis as vítimas mortais por afogamento que ocorreram nas Azenhas do Guadiana, as duas últimas no espaço de menos de um mês, a 7 de junho e a 4 de julho.
Teixeira Correia
(jornalista)


