Os primeiros A-29N Super Tucano encomendados pela Força Aérea Portuguesa partiram esta segunda-feira da unidade da Embraer de Gavião Peixoto, no Brasil, com destino à OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, em Alverca.
As aeronaves, de treino avançado e ataque leve, vão, agora, ser equipadas conforme os requisitos operacionais da NATO. As primeiras unidades integram um contrato celebrado pelo Governo em dezembro passado, num investimento de 200 milhões de euros.
Os Super Tucano cumprem os requisitos operacionais e logísticos para missões de apoio aéreo próximo, garantindo a proteção armada às Forças no terreno e permitindo a sua integração na Força de Reação Imediata ou Forças Nacionais Destacadas em cenários de baixa ameaça.
Governo comprou 12 Super Tucano à Embraer por 200 milhões de euros
No dia 12 de dezembro do ano passado, o Conselho de Ministros anunciou em comunicado que foi aprovada uma resolução “que investe cerca de 200 milhões de euros na aquisição de doze aeronaves A-29N Super Tucano, simulador de voo e bens e serviços de sustentação logística, à Embraer, S.A., e ainda a plena concretização do programa de aquisição e sustentação das aeronaves”.
De acordo com o executivo, este projeto vai envolver “uma forte participação da indústria portuguesa em áreas altamente tecnológicas, tendo em vista a reconfiguração das aeronaves para os padrões e especificações NATO”.
Este procedimento semelhante ao investimento feito nas aeronaves KC-390, também produzidas pela brasileira Embraer e nas quais foram introduzidas modificações para as adequar aos requisitos estabelecidos pelas alianças das quais Portugal faz parte, nomeadamente a NATO, Nações Unidas e União Europeia.
Estas modificações, certificadas pela Autoridade Aeronáutica Nacional, fazem com que as aeronaves possam ser adquiridas por outros países membros da NATO ou União Europeia, com lucro para o Estado português.
Fonte: Jornal de Notícias


