Quinta-feira, Abril 30, 2026

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GNR Milfontes: Extraída certidão contra antigo adjunto do comandante do posto.

A discrepância de depoimentos do militar feitos em fase de inquérito à PJ e ontem em tribunal, levaram o Ministério Público a extrair certidão por falsas declarações. Alegações finais a 19 de dezembro.

O segundo-sargento Rúben Pereira, adjunto do comandante do posto da GNR de Vila Nova de Milfontes, não identificou a totalidade dos sete militares que estão a ser julgados por maus-tratos a cidadãos indostânicos e foi alvo da extração de uma certidão por falsas declarações.

As declarações do militar foram feitas ontem (segunda-feira) no Tribunal de Beja na segunda sessão do julgamento daqueles sete arguidos por factos praticados em 2018 e 2019, no interior e exterior do posto daquela localidade.

O subordinado do Sargento-chefe Luís Robles, viu um primeiro vídeo e identificou os quatro arguidos, Rúben Candeias, Nelson Lima, Diogo Andrade e Nuno Andrade, que se vêm no interior do posto a dar reguadas e a utilizar gás pimenta contra as vítimas.

Num outro vídeo, filmado no interior de um jeep onde uma vítima é agredida houvessem vozes dos militares, um dos quais usava uma shotgun, Rúben Pereira não identificou nenhum dos seus subordinados.

Considerando que o militar estava a mentir, comparativamente às declarações feita em fase de inquérito perante os inspetores da PJ, o Procurador do Ministério Público de Beja mandou extrair uma certidão, visando a sua punição por falsas declarações.

O segundo-sargento questionou o tribunal sobre as razões porque era extraída tal certidão, levou a que o presidente do coletivo de juízes a criticar o seu comportamento. “Ou o senhor se quis bajular perante a PJ, ou aqui está a tomar as dores da Guarda, já que de início se mostrou muito zangado com os arguidos”, afirmou o magistrado.

O então comandante do Posto, Luís Robles, que já tinha prestado depoimento na passada quarta-feira voltou a tribunal para esclarecer que na noite de 11 de novembro de 2018, quem levantou o material entre ele a arma foi o militar Paulo Lopes, que nunca entrevista ao canal de televisão SIC, sem se ver a cara, e cujas imagens foram vistas em tribunal, desmentiu estar envolvido nessa situação da agressão no interior do jeep.

As alegações finais ficaram marcada para o próximo dia 19 de dezembro às 09,30 no Tribunal de Beja. Recorde que Rúben Candeias, João Lopes e Nelson lima, já foram condenados em penas suspensas num anterior processo com os mesmos contornos, que transitaram em julgado, em julho de 2020.

 Teixeira Correia

(jornalista)

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